Google+ minha casa, meu mundo: A loucura de ser mãe

10 de maio de 2012

A loucura de ser mãe

Postado por Dani

Há poucas semanas recebi um e-mail sobre a maternidade. Um texto muito engraçado, daqueles que rodam por aí como se fosse propriedade da Martha Medeiros, do Arnaldo Jabor ou da Rita Lee. De qualquer forma, era divertido mesmo que tenha sido escrito por um desconhecido. Começava dizendo ter a intenção de desconstruir alguns mitos sobre ser mãe. O mito de que "mãe é mãe" era o primeiro. "Mentira, mãe já foi mãe. Agora mãe é um monte de outras coisas. Mãe é também empresária, atleta, guarda de trânsito, ditadora, mergulhadora, avó, destaque de escola de samba..." Lá pelas tantas, falava sobre o que mais me chamou a atenção no texto inteiro. O de que ser mãe é padecer no paraíso. E a autora dizia o que sempre achei, mas nunca tive coragem de dizer. "Que paraíso, cara-pálida? Paraíso é o Taiti, a Grécia, Bora Bora ou qualquer lugar onde criança não possa entrar". Ri muito.  Mas antes de discorrer sobre este tópico, acalme-se, adoro ser mãe. Definitivamente, é o meu lado A, o que amo fazer de verdade. Sonho em ter mais filhos. Mas só acho que tem coisas que deveriam ter me dito....

Minha primeira gravidez foi aos 29 anos, depois de seis anos de casamento e oito de namoro. Ou seja, foi desejada, esperada, planejada. Engravidei na primeira tentativa e já estava me achando a dona da situação quando os enjôos começaram. Como eu não tinha pensando nisso? Para mim, aquela coisa de sair correndo para o banheiro ao sentir um cheiro de comida ou perfume do marido era coisa de novela das seis. Mas não era. O que tive foi diagnosticado como hiperemese gravídica. Tenho uma hipersensibilidade a hormônios. Conclusão:  nunca pesei tão pouco, tive olheiras mais profundas e me senti tão fraca. Ao final do quarto mês de gestação, havia perdido seis quilos e fui internada porque não parava mais em pé. Nem água eu conseguia beber.

Descobri que era uma menina e que, apesar de todo aquele sofrimento, crescia forte e gorducha, sugando todas as minhas reservas de energia. Um alívio! Com o tempo, fui aprendendo a conviver com os enjôos e lembro bem que acordei no dia em que a Sofia nasceu, fui ao banheiro, vomitei e fui ao hospital. Impressionante! Mas ela nasceu saudável, linda e perfeita! E daí a gente esquece tudo.

Outra coisa que ninguém havia me alertado é que eu me assustaria ao ver o meu corpo nu logo após o parto. Por que ninguém avisa? É de propósito? Só falam da barriga, que é linda e isso a gente sabe. Mas e depois? Não esqueço do meu primeiro banho em casa. Chegamos do hospital e meu amado marido, que também é médico, me ajudou a tirar a roupa, a cinta e toda a parafernália. Eu o coloquei em outra categoria após ficar sozinha, me olhar no espelho e ver aquela mistura de barriga meio murcha, peito enorme, pele roxa por conta das injeções e da manipulação do parto. Que horror! Queria sair correndo de mim mesma.

Mas a natureza é maravilhosa e tudo volta ao normal, ou a muito próximo de. E o bebê está ali precisando de você, do seu leite, do seu cuidado, do seu colo, do seu amor. E é uma delícia! Amamentei durante um ano inteiro e achei essa experiência maravilhosa. Depois vieram todas as etapas da minha pequena e fui vibrando com cada aprendizado. Quando ela tinha dois anos, engravidei novamente, mas sofri um aborto com sete semanas de gestação. Cheguei a pensar que gravidez não era para mim. Mas depois resolvemos tentar novamente e engravidei do André, que quase nasceu um mês antes do planejado porque a mãe dele era uma doida, trabalhava demais, viajava, voltava pra empresa mesmo se o pré-natal terminasse às 17h e se ela estivesse muito cansada.

Uma bronca da médica, um repouso forçado, um nascimento perfeito. Só que depois que chega o segundo a gente surta mesmo. É muita função para apenas dois braços. Os momentos de carinho, beijos, cheiros são deliciosos. Mas a maior parte do tempo a gente passa fazendo funções bem menos poéticas. É a hora de acordar, de dormir, de almoçar, de escovar os dentes, de fazer tarefa, de brincar. E tem que ter hora pra tudo porque eles se sentem mais seguros e estressam menos. Mas a casa acaba virando um quartel general.

E o que quero dizer com esta volta ao passado é basicamente o seguinte. Família sorridente e feliz o tempo todo não existe mais nem em propaganda - talvez só no Facebook. As crianças normalmente, à mesa, não querem comer, brigam, choram, gritam. Levei alguns anos para entender que o problema não era o que estava acontecendo com a minha família, mas que existe uma distância muito grande entre o peixe que lhe vendem - e que você compra sem questionar - e a realidade.

Também achava lindo, e muito adulto, ter dois filhos para poder falar : "as crianças", colocá-las no banco traseiro e pegar a estrada, com todos sorrindo, ouvindo uma música linda e sentindo o vento nos cabelos. Até parece. O André, desde que nasceu, nunca gostou de ficar no bebê-conforto. Ele não chorava, ele urrava. O trajeto inteiro, a viagem toda. Delícia, né?

Mas, com o tempo, a gente aprende a rir com o que não estava no planejamento. Crianças nos ajudam neste processo. Se a louça na pia antes de incomodava, agora a coleção de Hot Wheels espalhada pela sala, o pacote de biscoitos virado no chão do carro ou as mãozinhas sujas na parede lembram que aqui mora uma família de verdade, com gente alegre, que grita, chora e ri. Tudo junto. E um escândalo público vindo de um filho de uma amiga te conforta. "Ufa, não é só lá em casa".

Ter filho é sofrido, doído. Eles te deixam louca, te desafiam, te testam. Ter filho é fantástico, é a única maneira de conhecer o amor verdadeiro, aquele que dói, que explode no peito. Filho nos faz virar bicho, leoa. Eles fazem a gente esquecer da nossa vida, desfocar do nosso umbigo. É absoluta entrega. É o fim do egocentrismo. É a maior maratona que existe. É corrido, exige tempo e organização. É um exercício diário de paciência, controle, limite.
É amor demais. Não é o paraíso. Mas é amor demais.




Um beijo enorme em todas as mães que amam, cuidam e educam seus filhos.


















 








23 comentários:

  1. Pois é me identifiquei demais com o seu relato...lembro que quando voltei para casa da maternidade do meu primeiro filho e amamenta-lo com o peito todo dolorido fiquei pensando: Meu Deus onde cade aquela imagem que eu tinha? Me sentia pessima porque não conseguia ter aquele sentimento que pensei que fosse ter e que via nos comerciais. A mulher linda e impecavel em seu robe de seda, com os cabelos lindamente escovados e com um belo e singelo sorriso no rosto amamentando o seu lindo bebe. Com toda sinceridade do mundo só consegui ter prazer em amamentar com mais ou menos uns 3 meses. Antes disso pensava: Meu Deus ele está com fome de novo? O meu peito latejava...mas ainda sim amamentava. Não sei se tive depressão pos parto mas não foi um periodo muito facil. Tinha uma ideia pré concebida e esta não se realizou.
    Entendo tudo o que vc escreveu perfeitamente. Obrigada por compartilhar.
    Bjo
    Helena mãe do Vicenzo 5, Beatriz 3 e Barbara de 1 ano.

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  2. É Dani, família Doriana definitivamente não existe. As vezes me sinto tão egoísta qdo penso.......PQP, cuido de todo mundo e quem vai cuidar de mim, mas ai penso em qtas recompensas eles nos trazem.
    Acho que realmente devíamos ter mais informação antes de ter filhos, mas como, afinal é uma decisão totalmente emocional.
    Qdo amamentei o Francisco, sofri muito, deu tudo errado, imagina o qto eu xingava as globais que faziam campanha de amamentação........Resumindo, fiquei expert no,assunto, tanto que tirei de letra amamentar o Caio, apesar de ser o meu maior medo.
    Depois desses 6 anos sendo mãe, cheguei a maior conclusão de todas........amo muito meus filhos, mas não posso e nem devo abrir mão da minhas vontades e individualidade, para o bem e a felicidade de todos nós........Afinal eles crescem, vão embora e nos ficamos.
    Bjs da família trapo daqui!!!!!

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  3. Sensacional! Não sou mãe e nem pretendo ser, porque eu nunca enxerguei essa poesia toda sobre a maternidade. Mas eu amo crianças, coisas de crianças, as crianças, mesmo as mais difíceis também costumam me adorar. Então, acredito que achei uma solução perfeita para o meu caso, tenho uma sobrinha e como eu não vou ser mãe, só vivo com ela o lado poético. Mimo ela demais, desde bebê,estrago mesmo, para o desespero dos pais dela. Mas ela é a criança, agora quase pré-adolescente mais, não acho o adjetivo, mais TUDO que existe. E apesar de eu mimar, estragar e fazer todas as vontades dela, isso não afetou a educação dela, é ótima aluna, obediente, é uma mini adulta. Resumo da ópera, eu como tia vivo a propaganda de margarina e acho que vocês , que tem essa vocação para mães, são heroínas, principalmente as que se dedicam a ser mães, como você, a Juliana, a Amanda, a Lu Ramos, que mesmo trabalhando fora acha tempo e disposição pra ser uma super mãe.
    Adorei o teu texto, continue escrevendo deliciosamente bem pra gente ver que ainda existe no mundo vida inteligente. Beijos! Elisa Sebrão

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  4. Oi Dani! Adorei este post, tão real. Se não te importas, vou colocar um link no meu blogue para ele. beijinhos

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  5. Oi Dani, amei seu texto. Tirando uma ou outra coisinha, é minha vida que está aqui retratada. Até a barriga murxa-preta-caída foi igual a minha. Coisa horrorosa aquilo, e aí minha sogra e minha cunhada vinham com a faixa do terror e me enrolavam toda, bem apertado, quase não respirava. Mas também não tinha gases, sentava super bem e hoje só tenho uma barriguinha mínima.

    Outro detalhe que me chamou a atenção e que toda mãe, futura mãe deveria saber é que filho não vem com manual de instruções. Onde ensina o que fazer quando há a birra. Quando começam as perguntas absurdas (Mãe, se Deus fez o mundo, Adão e Eva, quando existiram os dinossauros? - Mãe, como se usa uma camisinha...essa foi da Beatriz aos 7 anos) Cadê o manual que vai me ensinar a deixar as meninas saírem sozinhas? Passar a noite em casas de amigas?

    Então, minha gente amiga do meu Brasil, ser mãe não é como na propaganda, não é como eu achava que era aos 30 anos. É como é. Os meus problemas, as minhas dificuldades, ninguém vai me ensinar como resolver.

    Beijos,

    Ana - mãe da Beatriz 10 anos e da Bruna de 9

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  6. eu amei tudo o que escreveu-é mesmo isso -ninguém nos ensina a ser mãe e todas as familias são assima.
    Eu mãe de três- tenho dias de ficar doidinha -á hora da refeição então não há mais sossego-mas a recompensa compensa-amo os meus filhos acima de tudo-mas tenho dias que quero que adormeçam logo a ver se tenho 2minutos de silencio.
    Amei o que li-até a parte da barriga murcha me fez recordar lol

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  7. Dani, só para variar, arrasou!Perfeito! E para mim, o período da gravidez é um suplício! Também sofro com enjôos e vômitos, emagreço muito, passo mal. Sinto muitas dores, porque tenho a bacia muito estreita e conforme os bebes vão crescendo e pressionando, a dor só aumenta... fico um balão de tão inchada, meus pés doem demais... mas como descrever a alegria de ver aquela carinha após 9 meses de espera? que delícia é este momento!
    Mas te digo, a emoção ainda está por vir. Filho adolescente é uma montanha russa, te prepara! kkkkk
    beijos

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  8. É isso mesmo....... vc descreveu direitinho o que a gente passa, sofre e fica tentando descobrir onde fica aquelas cenas de propaganda de margarina.......kkkkkkkk
    Os meus filhos, um casal, já estão adultos e já me causaram algumas decepções, embora sejam ótimos filhos. Mas essas decepções doem tanto, mas tanto..... Espero que vc não passe por isso, mas acho que é meio inevitável.
    E vamos padecendo que um dia chegamos no paraíso..... né? kkkkkkkk
    bjs
    Sônia

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  9. Lindo!!!! Feliz dia das mães!!!! E viva a esta vida louca de mãe e também maravilhosa!!!!
    bjs
    Cimara

    http://divinachitabr.blogspot.com.br/2012/04/sorteio-dia-das-maes.html

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  10. Antes você falava das palavras escritas com maestria de outra pessoa. Mas que você escreve muito, mas muito bem, isto é fato!!! E o incrível, exatamente o que vai na minha cabeça e tenho certeza de muitas outras!!!! Se antes já era tua "FÃ", agora que sei que tua vida é muito muito parecida com a minha fico muito feliz!!!!!
    E viva todas as MÃES neste dia de CELEBRAÇÃO DO AMOR!!!!!
    Bjs.
    Mary Mendes

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  11. Nossa Dani, parece que vc estava descrevendo a minha gravidez, também vomitei até no dia que a minha filha nasceu, e fiquei revoltada com as histórias falsas que ouvi a vida toda sobre a maternidade.Mas quando a gente volta para casa as visitas chegam e cada um conta uma coisa pior que a outra (parece que só para te assustar) e porque não falaram isso antes?? Mas depois tudo passa e fica só o amor pelo ser lindo e maravilhoso que colocamos no mundo. Mas eu não quero mais não, uma vivência para mim já foi o suficiente.
    Um Dia das Mães maravilhoso para vc. Beijo enorme da Andrea e da Maki

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  12. Dani que relato lindo hein, foi muito bom ler tudo isso, pois estou grávida do nosso primeiro filho(a), mesmo com tantas mudanças que ocorrerão em nossa vida vale a pena passar por tudo isso, estou amando esse momento, ser mãe é um Dom lindo é a prova de amor e paciência mais completos que poderiamos ter, obrigada minha linda por compartilhar suas experiências, um grande beijo.

    Luciene Chen.

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  13. Dani realmente é tudo isso ai,o meu mais novo tem 20 anos acabados de completar,e me disseram que filho é igual video game,adorei...só mudam de fase,meu nova fase de não saber que faculdade fazer,temos que ser malabaristas,aqui em casa não tenho direito de ter tpm e nem ficar triste,temos que sr esteio de cimento ,,,meu Deus ...só ele para nos ajdar,bjo e vamos curtir os presentes....

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  14. Nossa!
    Uau!
    Que lindo tudo o que você escreveu....
    Primeiro me fez ter medo de ter um filho, depois me fez chorar rsrs
    Parabéns e feliz dia das mães!

    bjsm

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  15. Oi, Dani, é verdade ngm me avisou que depois da amamentação meus peitos murchariam, mas a sensação do ato de amamentar, aquela boquinha me sugando e me olhando nos olhos, foi um prazer tão imenso! Ser mãe não é fácil, longe de ser vida de comercial de margarina,tenho que me redescobrir e rever meus conceitos quase que diariamente, tem coisas que eu jamais faria se não fosse mãe. A maternidade nos transforma e quanto mais meu filho cresce, mais pirada eu fico em relação ao futuro dele, penso na faculdade, na profissão, nas namoradas (sogra já tem má fama rsrs), no será-que-ele-vai-dar-conta, em como será seu caráter, com quem ele vai se envolver, ai, são tantas coisas.... Um dia de cada vez, né?

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  16. Estamos comovidas... Esta é a realidade de qualquer uma de nós, que tomamos o título no dia que nossos rebentos nascem e que é para sempre.
    Um beijinho enorme a si, que é uma super mamã e a todas as mães.
    mel e jasmim

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  17. Adoro poder participar disso tudo! Beijos amiga

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  18. Olá!

    Dia da Mãe aqui em Portugal é no primeiro domingo de Maio.
    Adoro o vosso blog e venho cá inspirar-me muitas vezes. Obrigada por partilharem as vossas obras, feitos, frustrações, tudo o que a vida de uma mulher, mãe, trabalhadora tem.
    É bom saber que há muitas mulheres que sentem e passam pelo mesmo que eu.
    Tenho duas filhas (de 5 e 2 anos) e ser mãe é MUITO mais que ter filhos.
    É ter o coração fora do peito o resto da vida.
    É passarmos para segundo plano e nem nos importarmos com isso.
    Os nossos rebentos «obrigam-nos» a sermos melhores pessoas.

    Tenho pena de não dar para colocar aqui uma imagem que ilustra mesmo o que é ser mãe.

    beijos e continuem a ser como são!
    Susana Melo

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  19. Adorei a publicação. Também tive hiperemese, duas vezes!!! Os dois nasceram prematuros... mas, saudáveis. Sou imensamente feliz e também sinto assim, meu lago A é ser mãe. A prioridade número 0 e quando penso nessa história da loucura, do descontrole sobre sua própria vida e no imprevisível, penso que nada no mundo me ensina mais a ter paciência, jogo de cintura e tentar ser uma pessoa melhor.

    beijo,

    Rosangela

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  20. Um pouco de realidade...como um oásis na blogosfera materna! Faça-nos uma visita, também somos a favor da maternidade como ela é!

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  21. Oi Dani! Só consegui ler seu texto hj...(sou mãe de um super herói de 3 anos e de uma gorducha de 6 meses). E o que vc descreveu é a minha vida!! Rs...Vc tem razão, loucura mesmo nós conhecemos qdo chega o segundo filhote! E apesar da correria, da bagunça, do cansaço que me consome diariamente, eu vivo por eles e para eles!
    Espero que seu Dia das Mães tenha sido especial!!!
    Atenciosamente,
    Claudia

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  22. Adorei, Dani.
    Não sei se cheguei a idealizar a maternidade como algo 'sempre lindo', mas logo que minha filha chegou me senti meio perdida, principalmente por descobrir que alguém tão pequeno era capaz de ocupar tanto o meu tempo !
    Agora (ela faz dois anos no final de junho) as coisas estão mais nos eixos, graças a Deus, mas minha casa nunca mais foi a mesma: não consigo deixá-la organizada, mas também a tristeza passa bem longe daqui.
    Beijos.

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Obrigada pela visita!

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