Google+ minha casa, meu mundo: cotidiano
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14 de novembro de 2009

Antecipando as férias



Adorei estas bonecas de papel! O tutorial está AQUI

***
Estou procurando casa para alugar nas férias. ôh função difícil! Tudo um preço absurdo!
Alguém tem alguma casa para alugar na Ponta dos Papagaios em Santa Catarina? Ou qualquer outra praia mais escondida?

13 de novembro de 2009

Presentes de Natal

Todos os anos eu e o Leo fazemos presentes de Natal. Como meus sogros fazem uma festa enorme onde vai toda a família, gostamos de presentear avós, bisavós e tios com algo feito por nós.  Já fizemos caixas de madeira pintadas, biscoitos, pequenas peças de patch, porta-retratos de madeira.
Este ano acho que vou fazer vidros com ingredientes para biscoitos ou bolos e já vi embalagens deliciosas por aí:




A idéia é muito simples, em um vidro colocamos todos os ingredientes de uma receita de biscoitos (como é o caso da foto), enfeitamos o vidro, imprimimos a receita e voilá, o presente está pronto!

Não é uma graça para as vovós e tias-avós?

***
Sempre que falo sobre minha profissão aqui no blog, a pergunta que mais recebo é: como você acha tempo para tudo? Como consegue trabalhar, cuidar da família e ainda blogar e costurar?
E pensando no assunto, acho que o segredo é não assistir televisão.
Eu NUNCA assisto TV, há anos este hábito não faz parte da nossa vida e com sinceridade sobra um tempo imenso para nós se a desligamos. Já pararam para pensar quantas horas por semana são perdidas na frente da TV?
No mais, sou uma pessoa que acorda muito cedo todos os dias e tento ser organizada com  meus horários.
Mas, e esta é minha maior reclamação, na minha agenda não tem espaço para almoçar com as amigas, ir no salão ou bater perna no shopping... mas é porque tenho uma família grande e as crianças ainda exigem muito de mim, estão naquela idade em que precisamos levar e buscar de todos os lugares. Mas isso passa e quando passar sei que vou sentir saudades de ter meus pequenos sob minha asa.

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Sobre os comentários de ontem:

* Eu fico triste quando vejo juízes que se acham verdadeiros deuses. Odeio a vaidade que existe em meu meio e por isso tento ficar quietinha no meu canto, fazendo meu trabalho sem me envolver muito com os demais. Mas a  maioria pensa como eu e leva uma vida simples e procura honrar a toga. Existem boas e más pessoas em todas as profissões, o problema é que temos grande visibilidade, pricipalmente em cidades pequenas, daí os defeitos constumam ser mais valorizados do que as virtudes.

* Para quem quer seguir a carreira: não tem segredo, para passar no concurso precisa estudar e muito. Eu já passei no vestibular certa de que faria o concurso, então os cinco anos da faculdade foram de preparação, eu estudava em casa já pensando nas provas. Depois de formada, fiquei um ano inteirinho estudando 10 horas por dia, 6 dias por semana. Não viajava, não passeava, nada. No domingo eu descansava. E fiz tudo isso com a Tóia pequena.
Mas acho que foi um sacrifício pequeno diante da satisfação de alcançar meu sonho. Foi apenas um ano e hoje já tenho 10 de magistratura.
Se você quer mesmo ser magistrado te dou um único conselho: estude e esqueça que você tem vida social. Eu sempre brinco, cola a bunda na cadeira e a cara nos livros, porque este é o segredo.
* Achei interessante o comentário da Maria Lúcia:
"de um modo geral as pessoas tem muito preconceito com as mulheres profissionais de áreas que exigem muito do nosso tempo como a medicina, o direito... e que gostam de cozinhar, costurar,fazer trabalhos manuais, enfim ser mulher. É como se tivéssemos de adotar um comportamento masculino por estarmos nestas profissões."

O preconceito é enorme diante de mulheres que não são e não querem ser apenas juízas, mas mães, esposas, donas de casa, gostam de cozinhar, costurar. É como se ao valorizarmos nossa vida doméstica fossemos menos competentes ou dedicadas à profissão. Eu tento não prestar atenção, mas sinto este preconceito. E quando posso tento mostrar a estupidez que é uma mulher ser obrigada a se masculinizar para ser bem sucedida e respeitada em sua profissão.
O preconceito parte dos próprios colegas, a magistratura é uma carreira dominada pelos homens, as mulheres ainda são minoria, exatamente porque o grau de sacrifício pessoal é gigantesco.
Eu passei 8 anos no interior do Paraná, em pequenas cidades, longe da família, do marido, dos amigos, da minha casa. Quando a Tóia completou 7 anos veio estudar em Curitiba (onde eu morava não tinham bons colégios) e morar com o pai, foi um sofrimento, e ainda é, gigantesco para nós duas, mas era melhor decisão a ser tomada. Hoje penso como eu tive coragem!! Mas a coragem aparece quando não temos muitas alternativas.
E no interior é preciso muita força para impor sua autoridade, então precisamos vigiar cada passo que damos, cada frase que falamos, cada peça de roupa que vestimos. Eu nunca fui em festas, bares ou restaurantes nas cidades em que era juíza, para evitar comentários, principalmente porque eu era separada. É difícil fazer amigos e a solidão bate forte!
Mas esta realidade vale apenas para nós mulheres, os homens estão livres para tudo, frequentam as festas, namoram a vontade, bebem, falam besteiras, e sua autoridade não é nem mesmo arranhada...
Nestes 8 anos aprendi que ainda vivemos no século XIX, apesar do verniz de modernidade.

*
Então, hoje, quando me perguntam se vale a pena seguir a carreira eu questiono a real vocação da pessoa.
Ser juiz não é arranjar um "emprego" que pague bem. Você é juiz 24 horas no dia, 7 dias por semana, para o resto da vida, mesmo depois de aposentado. Os sacrifícios pessoais são gigantescos, então é preciso ser vocacionado e realmente amar a profissão, porque não é fácil!
Além dos sacrifícios pessoais, tem o volume de trabalho desumano que enfrentamos (ao menos eu enfrento), para vocês terem idéia minha vara é uma das mais trabalhosas do Brasil com seus 89.000 processos.
Então, se você não é vocacionado, não gosta da solidão, ou tem medo de trabalho, esta não é a sua praia.
Dou uma sugestão para quem quer seguir a carreira, busque um estágio voluntário junto a um juiz de primeiro grau e veja se realmente quer aquela vida... por experiência própria (dos meus estagiários) sei que a maioria desiste logo e acho natural que seja assim.
*
Mas se é isso que você quer, vá em frente, porque todos os sacrifícios pessoais valem a pena quando temos a chance de fazer a diferença em uma comunidade, uma família ou apenas para uma só pessoa. Não foram poucas as vezes em que chorei ao ver os frutos do meu trabalho. Uma criança abandonada e mau tratada que foi adotada, um adolescente infrator que volta a estudar e trabalhar, uma viúva que recebe a indenização pela morte de seu marido, um crimoso preso, um doente que consegue receber um remédio caríssimo do estado. 
Há pouco tempo eu recebi a visita de uma moça que foi me agradecer porque eu dei uma liminar que obrigava o estado a fornecer um remédio e ela estava curada. Nós duas choramos abraçadas.
É por histórias como estas que eu amo meu trabalho, sei que consigo fazer diferença na vida das pessoas, fazer o bem. E isso é o que importa, ao menos para mim. É isso que me deixa feliz.
Por isso, continuo e tenho muito orgulho da minha carreira.
*
Beijos
Lu

9 de novembro de 2009

A Queda do Muro de Berlim


Berlim - 1989

Para mim, o melhor do dia foram as comemorações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim. E eu tenho um pedacinho dele aqui em casa (tirado pelo Leo em 1990)! Ainda lembro da euforia daquele dia e nem tinha internet para saber notícias e vermos fotos em tempo real.




Sou contra toda e qualquer ditadura, esquerda ou direita, tanto faz. Mas ando sentindo saudades do mundo pré- queda do muro e pré-globalização. Acho que estou ficando velha, mas naquela época os estudantes de uma universidade jamais agrediriam uma moça porque ela está de mini-saia, quando menos a universidade expulsaria esta moça e deixaria os trogloditas impunes. Nos anos 80, assim como nos 60, usavamos mini-saias curtíssimas, lembro que eu saia a noite com um tutu de bailarina, meia arrastão, uma meia sete oitavos por cima, coturno e corselet (Madonna em dias melhores), muitos colares de pérolas e correntes... éramos exageradas, coloridas, provocantes. E eu nunca foi alvo de nenhuma grosseria na vida, quanto menos agressão.
Tenho saudades de uma época em que acreditávamos ser possível um mundo melhor e que poderíamos fazer diferença na construção deste mundo. O coletivo não significava massificação e turba, era apenas plural, aceitando as diferenças. O outro não era o inimigo, era apenas diferente e era interessante que assim fosse. Tínhamos sede de conhecimento, uma vontade imensa de ver o mundo, de deixar a zona de conforto e abandonar nosso umbigo para criar asas e abraçar o mundo.
Éramos pessoas melhores, todos nós. Tínhamos esperança, coragem e força. Tínhamos ideiais e utopias.
A Universidade era um espaço intocável onde tínhamos orgulho de estar.
Eu nunca tinha ouvido falar em depressão, tínhamos nossas tristezas que pareciam infinitas, mas que passavam e desaguávam em um imensa alegria em estar vivo.
Ler ainda estava na moda e os intelectuais franceses faziam sucesso.
Hoje vejo apenas um vazio enorme e sinto saudades.
Vou descansar.
***
Esta semana a coisa tá preta no trabalho, então peço desculpas adiantadas pela minha ausência! Mas, infelizmente, não vai dar tempo de passear e espiar os blogs amigos.

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Beijos
Lu


26 de setembro de 2009

Parede rosa

Não tenho a mínima idéia de onde tirei esta foto, mas ela é tão linda! E eu sigo sonhando com minha casinha rosa... a cor da parede é perfeita, assim como os pratos, a louça e as flores...
brabourne_farm__Marie Claire I

O Leo não tem a mínima idéia dos meus sonhos rosados.
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Ontem foi aniversário da minha irmã. A Bea foi abraça-la, que toda feliz perguntou: sabe quantos anos a Dinda tá fazendo? E a Bea rapidinho: 82!!!!!!!!!!
***
Melhor foi a Luisa, bbf da Bea que "chutou" que a tia Dani  estava fazendo 300 anos!!!!!!!!!!!!!!
***
Ainda a Bea. No carro da Cynthia falando para a bbf Luísa:
- Sabia que vou ter uma irmãzinha?
Cynthia, mãe da Luísa, pergunta:
- Tua mãe tá grávida?
E ela:
- Não, meu pai vai casar de novo.
Daí que a Cynthia quase bateu o carro já imaginando que o Leo tinha arranjado outra e ela nem tava sabendo! Mas a Bea esclareceu:
- Ele vai casar de novo com minha mãe, e vou ganhar uma irmã!
Ah tá... alguém me explica a lógica?
 ***
Fui em uma festa de crianças na sexta a noite... alguém merece? Me diga se isso não é o fim da linha.
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A Cynthia é minha amiga de longa data, da faculdade de História e de um tempo em que queríamos virar Morgana (a fada, é aquela mesmo) e é mãe da Luisa, a bbf da Bea (por feliz coincidência as duas estudam na mesma sala). Estes tempos nos demos conta do quanto estamos velhas: nos encontramos logo cedinho na sala de espera do laboratório de análises clínicas!!!!!!! Isso mesmo: laboratório de análises clínicas, ela para medir o colesterol, eu para tirar litros de sangue e fazer uns vários exames. Quase choramos ao lembrar que há poucos anos costumávamos nos encontrar na balada... é o tempo passa e só nos resta bater um papo enquanto o enfermeiro não chama nossa senha. Ao menos ninguém carregava um potinho de sólidos ou líquidos. Aí eu iria precisar de um psiquiatra, urgente.
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Tá frio pessoal. Muito frio. E chuva. Alguém avisa que já começou a primavera? Aqui na roça a coisa tá feia, tudo alagado, rio transbordando e nós numas de off road passando com o carro com água pela porta. Detalhe, o carro é um Palio, mas valente!
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Meu aquecedor solar é uma novela mexicana, ou árabe, vocês já viram aquele canal árabe? É de rolar de rir. Mas meu aquecedor é de chorar.
Eu nunca quis aquecedor solar. Sempre soube que não funciona aqui na minha terra gelada. E não escondo que não sou politicamente correta, só quero meu banho quentinho, mesmo que para isso seja necessário queimar a floresta.
Pois bem, mas o Leo achou lindo, bateu o pé, comprou e instalou as tais placas solares.
LÓGICO que NUNCA funcionou. Em dois anos NUNCA funcionou. Arrebenta na geada, não esquenta, quando esquenta não aguenta a demanda e você fica com a cabeça cheia de espuma gritando de ódio e frio, etc e tal... Daí que nos dois últimos meses fizemos uma gambiarra e agora ele funciona mezzo solar, mezzo elétrico (não preciso dizer que a conta de luz bateu na estratosfera) mas ao menos tem água para a família tomar banho feliz e ficar cheirosa para as visitas.
Eu até que tava contentinha, mesmo pagando uma fortuna de luz, até que hoje simplesmente o troço explode e começa a vazar e a água escorre como cachoeira pela luminária da cozinha sobre a minha mesa linda de madeira de demolição.
Nem tomei conhecimento. Coloquei uma bacia, arrastei a mesa, mandei o Leo resolver e saí de casa.
Voltei para casa e a cachoeira tinha parado. Sequer perguntei o que tinha acontecido.
Não quero saber. Juro que não quero. Porque se eu souber, é caso de separação. E tenho dito.
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Só para constar, lá fora está a deliciosa temperatura de 8 graus. Ao menos são positivos. Esta é minha feição Pollyana Velha.
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Beijos
 

21 de setembro de 2009

Ateliêr e festa de aniversário












cliquem nas fotos para aumentar
Aniversário da Tóia no sábado, 16 adolescentes reunidos e a noite acabou em uma fogueira no jardim. Teve caminhadas, futebol, música e ninguém pensou em video-game...
A última foto é do almoço de domingo, não achem que estava assim só por conta do aniversário da Tóia, todo domingo a família e amigos se reunem aqui em casa, vem quem quer, as vezes falta um ou outro, mas é sempre uma delícia! Menu deste domingo ensolarado: posta vermelha (o Leo é expert), risoto milanês (o meu é o melhor do mundo), milho refogado, arroz branco, farofa e salada verde. Sorvetes para sobremesa!

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E o projeto do ateliêr vai de vento em popa. Como é bom ter marido marceneiro! E com uma paciência de Jó, ele pintou a mesa de bege e eu quis branca, então pintou de novo, ao todo 10 mãos de tinta!

Na segunda foto, o painel que vai ser fixado sobre a mesa, tem lugar para 150 carretéis, porta-trecos mil e mural de recortes... na ultima foto caixas de mdf sendo encapadas com meus tecidos prediletos. Depois elas serão fixadas no painel e servirão de porta-trecos.
Tô animadíssima com meu cantinho! Mas como o Leo não tem todo tempo do mundo, vai demorar um pouco ainda...

18 de setembro de 2009

Flores



Olha que idéia boa! Grampos de cabelo com flores em vários tamanhos! Adorei!
O tutorial está aqui no bugs and fishes, que descobri só hoje!


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Hoje tem dentista... porque o curativo que estava em meu dente há mais de dois meses caiu e tá doendo. Não precisa falar nada, eu bem sei que curativo não é para ficar mais de dois meses... mas eu ODEIO dentista, pronto e acabou. Então é melhor não colocar curativo e fazer logo o que tem que ser feito, senão eu vou deixando até cair e doer muito, como ontem quando mastiguei com vontade um dadinho. Sou viciada em dadinhos, acho que não tinha contado isso ainda. Cada um com suas manias... sou capaz de comer 20 numa sentada. Dá um enjôo, eu sei, mas é bãaao.
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Foi só eu sonhar com o mar, um maiô e chapelão que o frio voltou!
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Faz tempo, muito tempo que não trabalhava tanto. Tinha perdido o pique. E pra falar a verdade, tá bem difícil de achar... mas continuo procurando, porque eu não desisto nunca.
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E isso me fez lembrar do Brasil. Eu ano com um baita orgulho do meu país. Apesar do Senado e de outras coisitas mais. Mas não vou falar no assunto, que é pra não sairem dizendo que tô fazendo campanha pra Dilma. Não aguento a cara daquela mulher, dá meda, muita meda. Tem tanta gente simpática no mundo, porque logo ela, com aquela cara de eterno mau humor...
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Beijos, se eu sobreviver ao dentista eu volto.




16 de setembro de 2009

Nooooossssaaaa!

Estou sem palavras!!!!
Não esperava tantas mensagens tão lindas no post de aniversário!!!
E não esqueçam! A promoção vai até o dia 02 de outubro, então deixem seus recados no post de aniversário, AQUI, para participar!
É por todo este carinho que não largo este meu cantinho por nada no mundo!
Quando eu comecei a escrever este blog, minha intenção era partilhar a montoeira de moldes que eu tinha arquivados no PC e meus achados pela web, como escrevi aqui.
Daí comecei a escrever algumas coisas sobre organização, minha grande frente de batalha diária.
Relendo, vejo que eu era "dura", não conseguia me soltar... mas aos poucos a vontade de falar sobre meu dia a dia, minhas angústias, tristezas e alegrias, prevaleceu. E o blog foi tomando a feição que tem hoje, é um blog sobre artesanato, família, filhos, mulheres a beira de um ataque de nervos, trabalho, decoração, viagens, notícias, culinária e tudo o mais que gosto e faz parte do meu dia a dia.
Quando estou escrevendo, parece que estou em um café com amigas queridas, naqueles momentos deliciosos em que falamos sobre tudo, desopilamos o fígado e partilhamos nossas alegrias e tristezas. É uma conversa gostosa, despretensiosa, que me faz esquecer o dia a dia repleto de trabalho e obrigações.
Pode parecer conversa de mulherzinha, no sentido pejorativo. Mas não é. Falem o que falarem, a realidade das mulheres casadas, com filhos e que trabalham fora é dura, muito dura! E nossas obrigações e dificuldades são as mesmas, em todos os cantos do mundo, em todas as classes sociais, em todos os níveis de escolaridade. Mas continuamos mulheres, no que há de melhor em nosso gênero, com uma capacidade infinita de amar e nos desdobrar em mil para dar conta de tudo e todos que amamos. Este é o tema do meu blog.
Eu sou uma profunda admiradora das mulheres, cada qual com suas escolhas, suas prioridades, suas vocações e vontades. Mas antes de tudo, sou uma apaixonada pelo universo feminino, intimista, acolhedor, familiar, simples, belo e gentil. Ainda que algumas insistam em negar estas feições, mas toda exceção confirma a regra.
E o blog conta minha história, uma mulher que não tem tempo para nada (nem para ir ao salão), mas que se desdobra em mil para dar conta da família, dos filhos, do casamento, da casa e, de quebra, tenta achar um espaço para bordar, costurar e cozinhar.
Infelizmente não me sobra tempo para responder cada uma das mensagens que recebo diariamente ou para comentar em todos os blogs que visito. Mas eu leio tudo, todos os dias! E fico feliz, imensamente feliz.
E quero continuar por muitos e muitos anos!
Beijos
Lu

14 de setembro de 2009

Carteira

O molde desta linda carteira está no the long thread, como vocês bem sabem, um dos blogs que mais gosto!
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Amanhã tem post de aniversário do blog e sorteio!! Não percam!
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Hoje recebi duas amigas e fiz um almoço rápido (mas gosotoso, óbvio!) e depois me dediquei a arrumar as milhares de coisinhas que tenho no meu projeto de atelier. É que o Leo, finalmente, resolveu fazer minha bancada que já está quase terminada, falta pintar (na verdade repintar, porque está bege e eu resolvi que quero branca). Este projeto começou há mais de um mês, mas daí veio aquela tempestade e ele ficou parado, agora recomeçamos. Durante dois anos eu fiquei com todos os meus tecidos e materiais espalhados na maior bagunça em um quarto aqui em casa (ex-quarto da babá), mas era a maior bagunça de verdade, tecidos sobre a cama, materias em cestas e caixas, tudo espalhado! Metade dos tecidos estava em uma cômoda do quarto dos meninos e cada vez que eu ia costurar tinha que colocar a máquina na sala e arrumar tudo depois... uma chatisse sem fim! Agora que arrumei meus tecidos é que percebi que sou uma compradora realmente compulsiva! Tinha tecido que eu nem sabia que existia, alguns até repetidos! Mas agora que vou ter MEU cantinho, só meu, todo meu, com certeza vou ter mais vontade de costurar e colocar meus milhares de moldes em prática.
Nem acredito! Estou tal e qual uma criança que ganha um quarto de brinquedos.
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Beijos

8 de setembro de 2009

O beijo

Lendo sobre o italiano que foi preso por ter beijado sua filha na boca, com um selinho devo marcar, a cada dia tenho mais certeza de que não pertenço a este mundo e que definitivamente não quero pertencer. Enquanto os pais da criança, a própria criança e os funcionários da barraca em que estavam, seguem afirmando e reafirmando que não houve qualquer comportamento inadequado, o casal de brasilienses continua a entender que os dois selinhos e supostas carícias configuraram abuso.

O pai segue preso e ontem foi hospitalizado, pode ser condenado até a 15 anos de reclusão. A criança chora para vê-lo e não sabe que o pai está preso.

Chama a atenção o fato da família ser multi-racial, ao que pude perceber, o pai é claro, a mãe é mulata clara e a filha idem. Parece que a acusação de preconceito, feita pela mãe, é verdadeira.

E daí aparece uma psicóloga dizendo que não podemos dar selinhos nos filhos e muito menos trocar carícias, que isso confunde as crianças! Pois aqui em casa damos selinhos e tomamos banhos com os filhos. Isso é amor, é carinho, jamais erotização. Desculpem, mas a sexualização do carinho está na mente perversa e doentia de quem pensa desta forma, e não em pais amorosos!

Não consigo entender os valores que permeiam nossa sociedade, não consigo entender esta sociedade histérica, sexualizada e preconceituosa. Passamos da perssividade total para a repressão absoluta no mesmo passo, sem sequer enteder o significado de bom senso e razoabilidade.

Copiamos em tudo a cultura norte americana, até mesmo naquilo que ela tem de pior e mais reacionário. A histeria puritana é tão estúpida que já li sobre um menino de cinco anos acusado de assédio por ter beijado a coleguinha de jardim de infância. E assim vamos, copiando comportamentos que jamais poderão ser adaptados a nossa cultura tupiniquim, carinhosa e calorosa. E como é bom viver em um país onde as pessoas podem se abraçar e beijar! Onde tocar o outro não é crime.

Ser carinhoso e atencioso passa a ser crime, literalmente, punível com até 15 anos de reclusão. Homens inocentes são apontados sem qualquer pudor como abusadores, porque um gesto de carinho é confundido por crianças e adolescentes como sendo uma agressão, porque nossa sociedade criou uma geração histérica. É o que penso, com sinceridade.

E penso nesse pai e nessa criança. Ele preso, passando por todo o constrangimento e violência que só uma delegacia brasileira pode proporcionar . Ela submetida a todos os procedimentos  para comprovação do eventual abuso, delegados, investigadores, psicólogos, assistentes sociais... Como será o relacionamento futuro deste pai e filha? agora que ela sabe que os outros entendem o carinho de seu pai como violência...

Devemos combater severamente a pedofilia, não tenho a mínima dúvida quanto a isso, mas não podemos cair na armadilha fácil de reprovar e condenar toda e qualquer demonstração de carinho, até que um beijo de bom dia se transforme em abuso.

Carinho é demonstração de amor e não de violência!

Não entendo o mundo em que vivemos, não quero entender e muito menos participar.

Perdemos todo o bom senso que ainda nos restava...

29 de agosto de 2009

Presentes

Eu queria mandar um mimo para cada uma das amigas que frequentam este blog e que tanto me ajudaram nos momentos difíceis, mesmo quem não gosta de comentar e mandou boas energias por pensamento ou incluiu meu nome em suas orações. Infelizmente, para mim, é impossível (a vida tá maravilhosa, mas a conta-corrente continua a mesma...), então tenho pensado em fazer um sorteio entre as queridas que têm a paciência de me visitar nos bons e nos maus momentos (quando a vida entorta é que conhecemos os amigos)... tenho pensado no que escolher... já tenho algumas idéias, mas acho estes livros maravilhosos de culinária e artesanato um presente delicioso (aqueles que nunca cabem em nosso orçamento)... o que vocês acham?

No mais, se não bastasse as amizades maravilhosas que fiz neste cantinho, o blog completa 1 ano no dia 15 de setembro... nem acredito!!! E lendo os primeiros posts vejo que comecei timidamente, com o único objetivo de publicar os moldes que tinha arquivado por anos e anos. E em algum momento, sem que eu percebesse, comecei a falar de mim, o que pensava e deixava de pensar sobre a vida. E daí sim este blog virou minha casa de verdade!  Mas sobre tudo que aconteceu neste um ano, quero falar depois, senão fico me repetindo!

E para presentear não precisamos motivos.
Vou pensando aqui e vocês poderiam me dar idéias daí...
Beijos
Lu

24 de agosto de 2009

Filhas e Patch

Passei o fim de semana com a Tóia na Ilha do Mehl, delícia estar com minha filha e colocar a conversa em dia, falar francamente sobre problemas e ter esperança de dias melhores e ensolarados. Eu adoro estar com A Tóia, conversar com ela, sair com ela, realmente é um prazer. E no momento que estamos vivendo a liberdade e a confiança que temos mostrou sua importância.
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Amanhã a Bea vai para a escola... medinho... mas tem que ir, não dá mais para ficar em casa! Ela não se aguenta de tédio! Pior é que o frio voltou...
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Para as amigas de oração forte: não esqueçam de mim! Ainda tô precisando.
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Este tutorial é para quem tem uma certa experiência em patch, porque costurar em círculos não é fácil! Mas achei tão lindo!

Encontrei no and other silly things, e o tutorial está AQUI

2 de agosto de 2009

A Fênix

Como vocês podem ver a Ana renasceu das cinzas e tá óteeema!  Duvidam? Confiram as fotos que me mandaram do hospital! Não consegue falar duas palavras sem uma crise de tosse, mas se é para fazer palhaçada...

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Fico tão feliz que ela já esteja com ânimo e alegria!!! Só tem que tomar cuidado para os médicos não perceberem que ela não bate bem da cachola e a internarem no pinel!

Talvez ela tenha alta já na terça, os médicos vão esperar o resultado de vários exames que ela já fez e outros que está fazendo diariamente.

A recuperação extraordinária da minha irmã só reforça o que disse nos últimos dias: aos primeiros sintomas de gripe, procurem seus médicos de confiança! Se minha irmã tivesse feito isso agora não estaria internada com uma bela pneumonia!

Beijos e obrigada a todas que torceram por ela.

1 de agosto de 2009

A gripe e o Tamiflu

Ao que parece eu não sou a única a questionar os critérios adotados pelo Ministério da Saúde para distribuição e medicação com o Tamiflu:

"Para Furtado, os números justificam a mudança no protocolo do tratamento da gripe. A Sociedade Brasileira de Infectologia defende que o remédio passe a ser oferecido para todos os pacientes com sintomas de gripe, não apenas para os casos graves. O pedido foi apresentado formalmente ao Ministério da Saúde. "Há de fato a possibilidade de o vírus da gripe tornar-se resistente ao remédio. Mas é um risco que temos de correr." Ele acredita que a medida poderia reduzir o impacto da doença neste ano, quando ainda não há uma vacina específica para doença. Ontem, o Ministério Público Federal questionou a política de indicação da droga usada para o tratamento da doença. O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, enviou ofício pedindo informações sobre critérios usados pela pasta. " Estadão

"Para a infectologista, "a liberalização do fornecimento do Tamiflu para o uso precoce é mandatória para 100% dos pacientes com Síndrome Gripal, qualquer conduta diferente desta está levando ao resultado lastimável que é deixar um paciente morrer de uma doença que tem tratamento conhecido e supostamente disponível (vide sucessivos relatos do Ministro Temporão na mídia referindo-se aos 9 milhões de tratamentos estocados), mas até o presente momento a assistência direta ao paciente não está tendo acesso ao mesmo no volume necessário e estamos fazendo pouco mais que simplesmente observar a história natural da epidemia na população". O Globo

"Sem autonomia para decidir em relação ao tratamento do paciente, os médicos andam sem saber como proceder. “Ando perdendo o sono com esse assunto. Estamos numa situação em que precisamos esperar o paciente piorar para poder solicitar a medicação”, afirma uma médica que trabalha em uma unidade de saúde de referência na região metropolitana de Curitiba.
Quando o caso do paciente se agrava, os médicos têm de correr contra o tempo, pois o Tamiflu tem uma eficácia maior nas primeiras 48 horas de sintomas. “Com a burocracia para liberação da medicação, às vezes, na hora em que chega nem adianta mais”, diz a médica. “Não estou livre de o paciente voltar com síndrome respiratória grave aguda e ir a óbito”, diz.
(...)
Foram esses motivos que levaram a Associação Médica do Paraná (AMP), o CRM, a So­­ciedade Paranaense de Pneu­mologia, Sociedade Pa­­ranaense de Pediatria e Sociedade Paranaense de Infectologia (SPI) a tomar providências. “Nós achamos que todo o diagnóstico clínico de gripe, com sintomas de febre alta, dor de cabeça e dor muscular deve receber esta medicação (Ta­­miflu) nas primeiras 48 horas”, disse o presidente da AMP, José Fernando Ma­­cedo. Para o conselheiro do CRM e presidente da SPI, Alceu Fontana Pacheco, “mortes de jovens que têm ocorrido podem ser evitadas”. “De­­fendemos que o início da medicação se dê de forma precoce, independentemente de situações de gravidade”, afirma." Gazeta do Povo

A Defensoria Pública da União entrará com uma Ação Civil Pública nesta terça-feira com pedido de liminar para a liberação do acesso ao antiviral Tamiflu em toda a rede pública e privada no Brasil. Depois de ouvir especialistas como o infectologista Edimilson Migowski e o presidente do Sindicato dos Médicos Jorge Darze, o defensor titular de Ofícios de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, André Ordacgy, afirmou que o medicamento deveria ser ministrado para todos os casos, independentemente da gravidade. O Globo

Não sou médica, mas o bom senso me diz que quem deve decidir quais pacientes receberão o Tamiflu são os médicos que os atendem e jamais o Ministério da Saúde e seus frios protocolos. Apenas os médicos tem conhecimento para avaliar a gravidade da situação clínica de um paciente, apenas eles estão frente a frente com as pessoas. Não existe qualquer lógica no sistema de distribuição que foi montado, que exige ao médico que justifique a prescrição e solicite o envio da medicação que, por conta de nossa burocracia, pode chegar quando não há mais nada a fazer. Ou alguém acredita ser eficiente a distribuição de um medicamento que está estocado nos quartéis, como no Rio de Janeiro?
Faço algumas perguntas, fruto da minha total ignorância:
- por que os médicos não tem autonomia para prescrição da medicação?
- por que a medicação está concentrada em alguns postos de distribuição?
- por que os hospitais e postos de saúde não tem a medicação em estoque para uso imediato sempre que os médicos entenderem necessário?
- se há medicação disponível, por que ela não está sendo ministrada aos doentes?
- por que o Ministério da Saúde insiste em não atender aos apelos dos infectologistas e demais médicos?
- por que os exames não podem ser feitos nos laboratorios particulares, que realizam corriqueiramente e diariamente procedimentos muito mais complicados do que estes?
- por que negar ao cidadão informações seguras acerca de seu quadro clínico? Se não há como fazer o exame no laboratório particular e o público não o faz, somos obrigados ao desconhecimento de nosso estado de saúde?
- qual o número exato de infectados e de óbitos? Considerando que a maior parte dos doentes, como minha irmã, não entraram na contagem já que não foram diagnosticados?
São tantas as perguntas que rondam minha cabeça e não vejo respostas plausíveis, apenas mais dúvidas.

Nem mesmo Kafka seria capaz de criar um enredo tão angustiante.

Gripe suína, ainda

Graças a Deus minha irmã está melhor.

Ela não passou bem a noite e hoje (ontem) ela foi consultar-se com o Dr. José Luiz, um dos melhores médicos que já conheci na vida (e olha que de médicos eu sou especialista), ele é excepcional e o melhor dos melhores infectologistas. Não sei porque ninguém tinha pensando nisso antes, ainda bem que eu tenho um anjo da guarda chamado Giovana que me protege e me guarda de todas as doenças, amém (sério, minha querida amiga, não sei o que seria da Ana sem sua ajuda! E de mim!) e me lembrou deste santo homem que realmente sabe o que faz e já salvou minha vida uma vez (mas esta é outra história).
Então a Ana foi atendida logo depois do almoço e no meio da tarde já estava internada em um bom hospital. Foi corretamente medicada (porque o remédio da pneumonia comum não funciona neste caso) e no começo da noite já estava bem melhor, como nos contou mamã. Ela vai ficar em isolamento por 2 ou 3 dias, mas de qualquer forma não posso nem chegar perto do hospital porque minha imunidade é muito baixa por conta dos remédios que tomo, mas nos falamos no telefone e ela tá escolhendo uma comidinha especial para eu fazer. Passo o dia todo preocupada e de mãos atadas. Mas o que importa é que ela está melhor.

Algumas considerações:
* A situação é muito séria, não porque o vírus tenha letalidade maior do que a gripe sazonal, mas porque a capacidade de contaminação é maior e suas complicações mais severas. Então, é primordial que todos cooperem não frequentando locais com aglomerações, como shoppings, cinemas, restaurantes, exatamente para que o vírus não possa contaminar cada vez mais pessoas.
É realmente necessário ficar em casa na medida do possível e manter as crianças longe de qualquer ambiente em que possam ser expostas ao vírus.
* Ao menos aqui em Curitiba o atendimento nos hospitais e postos de saúde está caótica. Duas a três horas de espera em hospitais particulares e até OITO horas nos postos de saúde (como foi noticiado hoje). Então o melhor a ser feito, caso apareça qualquer sintoma, é procurar o SEU médico de confiança antes de mais nada e ele poderá encaminhar ao tratamento adequado. De nada adianta esperar em filas quilométricas que se estendem pelas calçadas.
Digo isso porque se minha irmã tivesse feito assim nos primeiros sintomas, não teria sido mandada para casa, sem diagnóstico e medicação, dos ditos "hospitais de referência" e hoje não estaria internada com um quadro grave de pneumonia, que mata como todos sabemos.
* Infelizmente as notícias que tive não foram as melhores. Não quero propagar lendas urbanas, que já pipocam aqui e ali. Há muito alarmismo. Mas é fato que os sistema de saúde não está preparado para atender os doentes, como ficou claro no caso da minha irmã. E se ela não tivesse condições de pagar uma consulta particular de valor elevado? Provavelmente morreria nos próximos dias. Esta é a realidade nua e crua. E as autoridades sanitárias sequer saberiam qual doença a teria atingido.
Não existem leitos suficientes e conseguir uma vaga em hospital está muito difícil, para todos e em todos os hospitais, públicos ou particulares.
Se esta é a realidade do sistema privado de saúde, o que se dirá do público? Basta ver os obituários das vítimas da gripe, em sua maioria pessoas simples que não tem a sorte de serem atendidos por um bom médico simplesmente porque não podem pagar por isso.
* Não quero criticar os médicos e enfermeiras que estão se dedicando a atender os suspeitos de contaminação, porque são verdadeiros heróis. Estou criticando o Estado que não dá condições mínimas de trabalho a estes médicos e não garante dois dos direitos elementares do cidadão, o direito à saúde e à vida.
Não é possível aceitar que não exista prevenção, informação, médicos, remédios e leitos suficientes a todos; quanto menos que as pessoas estejam simplesmente sendo mandadas de volta para suas casas sem a medicação que lhes poderia salvar a vida. Não posso aceitar que a OMS tenha notificado a epidemia já em abril e até hoje não existam medidas eficazes de prevenção e cura!
Mas não quero enveredar por este tema espinhoso, aqui não é lugar para lamentarmos a morte de tantos enquanto tão poucos se lambuzam com o fruto de sua corrupção. Será que estes senhores conseguem entender que cada real que recebem em maracutaias sem fim é um real a menos usado para tratar quem fica OITO horas na fila para ser atendido em um posto de saúde, para ser mandado de volta para casa e morrer de pneumonia?
* Não, eu não estou feliz. Sim, eu estou profundamente revoltada. E quando estou neste estado de espírito é melhor ficar quieta.
* A única boa notícia é que no domingo (quando vi minha irmã) ela provavelmente não estava mais com o vírus e portanto não estamos infectados.
Amanhã eu juro que acordo inspirada e volto à programação normal.
Beijos

Lu

30 de julho de 2009

Meu presente, gripe e muitas crianças

Vocês não vão acreditar o que acabei de ganhar do maridão!!! Um notebook novinho!!! Lindo, levinho, cheio de memórias e muuuito espaço de HD!!! Tô mega feliz, não tenho nem como contar.
Meu notebook tinha "apenas" 6 anos... não há computador que resista tanto tempo assim... e eu andava sofrendo! Tava faltando letras no meu teclado e eu tinha que usar um externo, todo colorido, da Bea... se eu colocava a bateria ele desligava... se eu abria duas janelas ele travava e assim íamos. Só usava quando não tinha jeito mesmo, no resto do tempo postava do computador do Leo, que é bem potente, mas é um desktop e eu perdia o meu maior prazer, que é escrever na cama...

Daí hoje o Leo ligou e disse que tinha comprado um presente para mim. Eu achei que era um livro, dada a situação financeira do casal... quase morri de emoção quando ele chegou em casa e me deu a caixa do notebook, pra falar a verdade, achei que ele tava me sacaneando e tinha colocado o livro dentro da caixa da positivo informática... mas era verdade. Notebook novinho, comprado em suaves prestações no cartão de crédito do irmão...
Tô feliz igual a pinto no lixo!!! Feliz, feliz, feliz, feliz...
Por isso amo tanto meu maridão!! E não é para amar perdidamente?
***
Mas como nem tudo são flores, minha irmã está com pneumonia, complicação de gripe suína que não foi diagnosticada e tão menos medicada adequadamente. Quando ela estava com gripe foi duas vezes ao hospital, passando MUITO mal e em ambas as oportunidades a mandaram para casa e receitaram medicação comum. Isso foi na segunda semana de julho. Ela melhorou, mas desde o fim de semana começou a se sentir mal e hoje foi em um pneumologista que diagnosticou corretamente e a medicou, dizendo com todas as letras que é uma complicação da gripe suína. Está com muitas dores e de repouso absoluto. O que dizer de uma situação destas? Ela foi DUAS vezes ao hospital e NÃO foi medicada!
Hoje, para tirar o raio X ela teve que ir ao hospital e me contou que estava completamente lotado, com pessoas esperando na rua. Pessoas passando muito mal e sendo mandadas para casa. Isso em um hospital particular. Conversei com outras pessoas e todas contam situações semelhantes passadas com amigos e familiares.
Apesar do discurso oficial, me parece que a situação é muito mais grave do que pensamos, principalmente porque os médicos e hospitais não estão preparados para esta epidemia.
O que não consigo entender é a razão de um doente não ser tratado com o único remédio que existe, ainda que seu quadro não seja grave. Os sintomas da minha irmã ERAM graves e ainda assim ela não foi medicada, aliás, sequer diagnosticada. Me parece que as razões elencadas pelo Ministério da Saúde são pífias diante do número de mortes que vemos. Nesta semana, duas pessoas que conheço morreram de pneumonia, nenhuma delas foi diagnosticada com o vírus. Mas como saber?
Minha irmã veio aqui no domingo, é muito provável que todos estejam infectados. E agora, o que fazer?
Enquanto isso as crianças seguem sem aulas até dia 10, e o Governador do Estado estuda suspender as aulas até dia 17.
Acho que é melhor rezar, porque cada vez que dependemos do Estado a desgraça é certa.
***
Enquanto isso, estou com a casa repleta de crianças, tal e qual uma colônia de férias...
***
Beijos
Ontem a chuva deu uma trégua e foi dia de passear com as meninas. Fomos ao centrão, comprara umas porcarias, fomos ao Museu Paranaense e ao Museu do Expedicionário (excelente passeio), e fomos ao shopping fazer as unhas!
Infelizmente hoje o dia está chuvoso novamente.
Ontem ouvimos a notícia de que as escolas vão suspender as aulas até o dia 10 de agosto. Não sei mais o que fazer com a Bea, que está em um tédio infinito! Pior é que estes dias chuvosos e frios serão descontados das férias de verão... péssimo negócio! Mas, não tem alternativa, com esta gripe não dá para brincar.
***
E para quem já está pensando no Natal (e já é tempo de começar a trabalhar os enfeites que serão vendidos) aqui no blog tem vários moldes interessantes (veja em Natal) já é possível encontrar na net várias boas idéias, como estas casinhas de papel, do BHG. O tutorial está AQUI.

27 de julho de 2009

Amigos

Ontem foi dia de receber velhos amigos, de infância. Daqueles que andaram perdidos por muitos anos, mas que sempre ficaram guardados no coração e sempre foram lembrados com saudades. Por algum motivo nos perdemos durante anos na vida, eu morei no interior do estado por mais de 10 anos e cada um seguiu seu rumo. Mas o que importa é que nos reencontramos e foi delicioso estar junto, como sempre foi e nunca deveria deixar de ter sido.

Reunir a prima Déia, a Dani Saucedo, a Dani Sanson e seus 3 meninos fofos,  a Adri e o Rogério e ver a Mariana linda, linda com seus 15 anos, conhecer o Paulo… me deixou feliz, como posso explicar o carinho que senti ontem… é reconfortante estar entre pessoas com as quais você cresceu, foi nos aniversários, brincou de gato mia (tudo de bom na casa da Déia), virou adolescente, aprontou todas. Amigos cujas mães eram amigas (e ainda são), amigos de viajar nas férias, de passar domingo, de dormir na casa quando voltava das primeiras baladas, amigos que estiveram juntos no primeiro namoro, nas descobertas. Isso tudo é bom demais da conta!

É uma delícia (como diz a Dani) ver que todos ficamos adultos, pais de família responsáveis, mas em essência continuamos os mesmos, de idênticos sorrisos e abraços apertados, de igual alegria e satisfação em estar junto.

Esta sensação gostosa não vem apenas das doces recordações da infância, do colégio de freiras, das festas na casa da vó. É mais do que isso, é saber que você está entre pessoas de bom coração, que querem seu bem. E ser bom hoje em dia parece que saiu de moda, é jacú, é bobo, é ridículo. E eu fico perdida neste mundão de valores tão equivocados.

O que eu gosto é de reunir amigos que sentem prazer em estar juntos, apenas isso, que gostam um dos outros sem nem mesmo saber a razão, porque não existe razão para gostar de alguém. Tanto faz o trabalho do outro, a casa, o carro, a grana, o status social, se a pele tá luminosa e a depilação em dia. O que importa é esta deliciosa sensação de estar em casa, de ser acolhida, acarinhada, exatamente como fazem as crianças com seus amigos.

Foi isso que senti ontem. E foi muito, mas muito bom mesmo! Um dia maravilhoso que espero repetir muitas e muitas vezes ainda.

***

E como amigos especiais merecem cuidados especiais, eu e o Leo nos esmeramos no cardápio, carne de panela (a do Leo é a melhor do mundo), raviolis de espinafre feitos em casa, risoto… comidinhas que aquecem, carinhosas.

Porque cozinhar é a maior expressão de amor que eu conheço.

***

Por incrível que pareça, não tirei fotinhas do encontro delicioso, tava mais preocupada em colocar a conversa em dia… desculpa!

25 de julho de 2009

Ufos, bordado e minha avó

Tá, então terminei 25487 quadradinhos de crochet, tudo bem são apenas 24 e fui, lépida e faceira costura-los como minha amada prima me ensinou... tenta, desmancha, tenta, desmancha... joga tudo no chão e tem um ataque histérico!!!!!!!!!!
Pois é, não consigo unir os bichinhos! Ficou uma &¨%$#(*&!!! Fiquei muuuuito irritada, larguei tudo e quem sabe em um dia mais inspirado eu consiga... tô duvidando!
E porque tô de varde tinha que arranjar algo pra fazer. Daí resolvi remexer na minha caixa (gigante) de Ufos, quem não tem um monte de trabalhos inacabados esperando um dia mais inspirador que atire a primeira pedra. Mas eu garanto que vai estar mentindo. Eu tenho uma caixa plástica repleta deles e para onde foi o meu crochet.
Resolvi terminar de bordar um panô de natal que tá rolando há 3 anos por aí... isso mesmo 3 ANOS!!! É um panô lindo, que já comprei estampado e estou rebordando... eita que trabalheira. Mas eu AMOOOO bordar, me acalma. Fogo na lareira, música, sentei e passei a tarde entre fios, miçangas e vidrilhos. Eu realmente gosto de bordar... Adoro material de bordado, tenho caixas e caixas destas pequenas delicadezas. Gosto destes bordados mais espalhafatosos, para Natal. Gosto de bordar o linho apenas com fio branco, gosto de fazer flores com ponto matiz. Me acalma, me aquece, me sinto uma senhorinha medieval em seu castelo (pela umidade que está por aqui, lembra Tintagel e a fada Morgana...).
Ainda não terminei o panô, mas tá bem adiantado e acho que este ano ele vai para a parede!

De todas as técnicas artesanais que já aprendi na vida, bordar é o que mais gosto de fazer. Ñão costumo postar meus trabalhos, porque bordar (eu acho) não é algo que se consiga ensinar em um tutorial, tem que ter muito treino e paciência, fazer milhares de vezes até ficar perfeito ( o meu não é perfeito até hoje!), mas vale a pena o resultado.
Eu aprendi a bordar muito pequena com minha avó paterna, a D. Rosa, uma polonesa prendada e caprichosa como poucas e de quem tenho muitas saudades. Ela morreu quando eu tinha apenas 17 anos e todos os dias fico pensando em tudo que ela poderia ter me ensinado e não teve tempo.
Ela me ensinou a gostar de ler, a cozinhar, a bordar, a receber, o valor de uma mesa bem posta, de estar sempre bem alinhada, com cabelos arrumados e maquiada (tá, esta parte me dá preguiça, mas ela tentou). Ela dormia com uma fronha de seda para não estragar o frisado do cabelo...
Ela foi criada por seu tio, que era monsenhor aqui em Curitiba, e sempre trabalhou, fazia enxovais e roupas íntimas, coisas que na época (1930) não se encontravam prontas por aí. Ela e a D. Mariquinha, sua amiga inseparável de toda a vida. E eram grandes empresárias as duas, suas peças eram finas e usadas por todas as moças bem nascidas daqui...
E eram bem divertidas também... saíam muito, minha vó tocava bandolim e participava de Saraus e quetais no Curitibano. No carnaval, elas tinham um bloco só de mulheres e cada noite faziam uma fantasia nova, ainda tenho uma foto destas guardada.
Ela casou muito tarde para os padrões da época, com mais de 30. Se apaixonou perdidamente por meu avô, um português viúvo e muito mais velho que ela, já com 3 filhos. Ela sempre me dizia para ser independente, aproveitar a vida e não casar cedo!! Era uma mulher a frente de seu tempo e que sabia das coisas...
Eu tenho tanta saudade dela que nem dá para contar.

21 de julho de 2009

O tutorial desta almofada fofa está no kelly and olive, um blog que gostei muito.
Achei fácil de fazer e o resultado excelente.

***

Ontem fui às compras, achei feltros de todas as cores, como nunca havia visto antes em Curitiba. Continua sendo aquele feltro nacional de péssima qualidade, mas as cores são muitas! E o preço R$ 6,00 o metro, achei bom. Como minha máquina fotográfica resolveu ficar sem bateria não deu pra tirar fotinhas agora cedo.
***
No domingo encontrei um blog sob maquiagem que adorei, é o coisas de diva e é escrito por 3 meninas aqui de Curitiba. O blog me inspirou tanto que resolvei comprar uns creminhos para tentar resolver minha pele adolescente (com espinhas aos quase 40) e maquiagens para pele oleosa. Usei as dicas do blog e fiz excelentes compras, estou bem feliz.
Eu sou super desleixada e preguiçosa, odeio passar cremes. Mas chegou um ponto em que não dava mais pra aguentar. Tenho que reconhecer que estou ficando velhusca e fica ridículo desfilar minhas espinhas por aí. E eu sempre tive sardas, que apenas pioraram com os anos, pois, óbvio, eu não uso protetor solar... mas ontem comprei um em gel que também é hidratante, gostei da textura e não meleca a pele.
Maquiagem eu gosto, é impressionante o que uma maquiagem bem feita faz por nós. Tenho preguiça, mas uso mais do que os cremes.
O que odeio mesmo é ir ao salão, ah isso me dá nos nervos! Mesmo de férias não tenho a mínina vontade... 
***
Hoje vou me enfiar sob as cobertas e crochetar em frente a tv... férias...
Beijos

20 de julho de 2009

O Homem na Lua

 

Há 40 anos o homem pisava na lua pela primeira vez.  Realmente é uma data para ser marcada, é dia de colocar as crianças na frente da tv e mostrar para elas a capacidade infinita que temos quando dedicamos nossos esforços conjuntos para a realização de um objetivo comum.  Mostrar que aqueles homens fizeram isso com um computador de bordo com menos capacidade de processamento que a calculadora que temos em casa. E que a Apollo 13, depois de todas as avarias, voltou para casa guiada por um sextante, como os navegadores portugueses…

Marcar que a chegada do homem à Lua, sem esquecer o Gagarin (“a terra é azul”), aconteceu em um momento de guerras e revoluções sociais e culturais. Explicar um pouco do mundo naquela época, e como caminhamos ao que temos hoje. Mais, contar um pouco de como o homem mapeou o caminho até a Lua, desde os antigos gregos, sem esquecer Galileu e Kepler.

Aliás, a maioria das crianças só conhece o Buzz do desenho animado, que tal mostrá-lo de carne e osso e contar que ele realmente foi até a Lua… a Bea ficou impressionada em saber. Ontem vimos dois programas sobre o tema, ela ficou encantada com os foguetes, o céu, a Lua, as roupas, a ausência de gravidade, talvez porque naturalmente se interesse sobre o tema (adora os planetas e tem uma queda por saturno, porque, óbvio, tem anéis), mas acho importante contar e mostrar as imagens na tv.

História e ciências são duas disciplinas profundamente interessantes para qualquer criança, porque aguça e atende à curiosidade natural e instintiva do homem. Se tratarmos o conhecimento como algo saboroso, como uma história de aventuras de homens heróicos e de coragem infinita, as crianças aprendem sem perceber.

Infelizmente a escola faz do conhecimento algo chato e entediante e mata a curiosidade que naturalmente existe em nós. Ao menos a escola que temos no Brasil. Por isso, acho função dos pais mostrar as maravilhas do mundo, mostrar o quanto é divertido aprender e compreender o que acontece à nossa volta.

Ah, você tem menos de 30 anos e não sabe lhufas a respeito… procura no Google, faz a lição de casa, lê duas ou três reportagens… tá mais do que bom. O importante é mostrar entusiasmo, é aguçar a curiosidade! É mostrar prazer!

Afinal, nada aconteceu nos últimos anos que se compare a este feito e ele merece ser lembrado.

***

  Desde sábado não produzo nada, sábado foi dia de festa, ontem dia de frio embaixo das cobertas com o olho grudado em todos os especiais sobre o homem na lua.

E para ver televisão, nada melhor que um bordado para acompanhar. Este eu encontrei no excelente tangarang, que adoro. Em PDF está AQUI.

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