Antes de começar o nosso primeiro papo, quero deixar aqui os meus parabéns para a Giova. Fiquei impressionadíssima com o fichário – nem sabia que existia esse tipo de coisa – e alertá-las de antemão que sou a pessoa mais desorganizada que eu conheço. Sim, preciso contar isso para vocês não levarem gato por lebre. Não tenho nenhum espaço vago na minha casa, então o meu ateliê é na sala mesmo. É lá que espalho a minha bagunça. Não tenho orgulho nenhum em dizer que, muitas vezes, faço a minha família se espremer no cantinho da mesa para jantar porque tenho algum trabalho inacabado, que será terminado assim que as crianças forem dormir.

Também preciso dizer que tenho a minha alma presa em alguma vida passada. Sou retardada quando o assunto é tecnologia. Não me orgulho disso, mas preciso começar a nossa amizade sendo honesta. Troco um Iphone 4 por uma Singer enferrujada que nem precisa funcionar facinho, facinho, só para decorar a minha sala. Amo papel, cola, essas coisas bem primitivas. É por isso que me apaixonei pelo Scrapbooking.
Como não se deixar enlouquecer pela variedade de papéis que encontramos por aí? É verdade que os mais encantadores são importados. E caros. Por isso gosto de mesclar uma preciosidade com papéis lisos e simples, encontrados em papelarias e até em casa.
O que se sabe é que o Scrap surgiu na época vitoriana, quando se usavam pedaços de tecido e papel para decorar cadernos e álbuns. Neles, as pessoas anotavam informações sobre acontecimentos de suas vidas.
Depois surgiu a fotografia e, naturalmente, as pessoas passaram a guardá-las nesses cadernos decorados.
Há muitas adeptas dessa arte que acreditam que o Scrap só é válido se for utilizado junto com a fotografia.
Preciso discordar. Não vejo limites para o Scrap. Tem tanta coisa linda que é possível fazer com retalhinhos de papel! Na verdade, o que eu menos gosto são os álbuns. Eu me nego a gastar horrores em papel, penduricalhos, fitas, botões, permanecer horas em cima de uma página que vai ter de tudo, menos foto.
Bem, agora que já lhes apresentei ao Scrap, querem começar? A minha primeira dica é guardar. Comprou uma roupa nova que veio com uma etiqueta linda? Guarde. Recebeu um folder de loja que tem uma logo super bacana? Guarde:
Há alguns meses ganhei uma barra de chocolate espanhol dos meus cunhados. Achei o papel divino e guardei-o na gaveta. Na semana passada, uma amiga me pediu que fizesse uma caixinha de guloseimas para a mãe deixar sobre a mesa do escritório. É claro que lembrei do dito cujo. Dei uma desestressada na embalagem – uma técnica que eu gosto muito por tirar aquele ar de encorpado do papel e também dar volume ao trabalho. Como fazer? Amassando-o cuidadosamente e devolvendo-o à forma original:
Para dar um volume ainda maior, você pode usar fita banana para fixá-lo. Ela é uma dupla-face que parece uma esponja. Pode ser substituída por um pedaço de isopor:
Eu não precisei utilizá-la. Usei cola branca mesmo. Olhem o resultado com o papel de chocolate, na caixa já pronta:
Espero que tenham gostado! Até a próxima.
Pitaco da Lu: Gostaram? Este é apenas o aperitivo,para dar um gostinho. O scrap é um mundo de possibilidades, assim como o patchwork. Aguardem, isso aqui vai ficar bacana!