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17 de maio de 2012
Conhecem a frase: meu filho não come?
postado por Giova
Está sem assunto numa rodinha de mães? Comece a falar sobre alimentação dos filhos: o assunto vai render. Sempre tem uma mãe que sofre porque o filho come pouco ou porque come demais.
Aqui em casa a alimentação dos meus filhos sempre me causou curiosidade, pois os dois tem gostos e hábitos muito diferentes, desde que mamavam no peito.
Minha filha sempre comeu e mamou bem, gosta de comida caseira e bem brasileira. Já o meu filho, que é o mais velho, sempre teve um gosto peculiar. Era agitado até para mamar. Nunca foi guloso, se satisfaz rápido. Lógico que sempre foi magro.
Lembro que passamos por muitos períodos estressantes com ele em relação a comida. Quando meu leite secou tivemos dificuldade de encontrar um leite que ele aceitasse. Testamos vários bicos de mamadeira, achando que ele não mamava por isso. Depois comecei a mudar os tipos de leites, fui do leite recomendado pelo pediatra até aqueles que custavam super caro, no fim, ele gostou do mais simples de todos.
Vocês imaginam o stress de uma mãe de primeira viagem, angustiada porque estava voltando ao trabalho e ainda cercada de avós e tias dando palpites e dizendo que ele estava magrinho.
Sempre usei de muita criatividade para fazer ele comer pois, se dependesse dele, não comeria nunca; queria mesmo era brincar.
No cadeirão (seguindo as orientações do avô que é endocrino pediatra e que só ria da minha dificuldade e dos palpites) eu deixava ele fazer parte da refeição. Ele se lambusava, pegava a comida com a mão e junto eu ia dando as colheradas. Era importante esse contato e descoberta da comida.
Dessa forma divertida ele gostava, pois comer não era o momento parecido com o castigo onde ele tinha que ficar parado na cadeira e recebendo a comida.
Foi nessa época que ele começou a mostrar os gostos dele. Sopa, nem pensar; comida com molho também não. O macarrão, que ele comia à bolonhesa, começou a não gostar mais. Não me lembro a situação, mas um dia ele experimentou macarrão ao pesto e, adivinhem, amou. Comeu o prato todo! Por muito tempo massa pra ele era só ao pesto ou alho e óleo. Queijo ele amava, mas nada de prato, só parmesão.
Não tinha a menor ideia se um era mais caro ou mais sofisticado que o outro, ele apenas preferia o sabor.
Conclusão: comida pro Conrado sempre teve que ser bem condimentada, diferente e de preferência sem exageros.
Frutas e salada ele come bem. Adora pegar as frutas das árvores aqui de casa e comer direto do pé, principalmente o limão (dá pra entender?!).
O problema ocorre na comida do dia a dia. Ele não é do arroz com feijão e bife e acabávamos brigando para ele comer a comida "normal".
Foi quando lembrei da experiência que tivemos quando ele era pequenininho. Assim aos 7 anos comecei a estimulá-lo a cozinhar nos fins de semana. Foi uma maneira de fazer ele mexer na comida, se divertir com o alimento.
Vou ser sincera: não foi fácil pois logicamente que uma criança cozinhando vai acabar sujando a cozinha mais que um adulto, por isso quando ele vai cozinhar eu respiro fundo e fico zen.
Começamos com sanduíche de forno, macarrão gratinado, omeletes e panquecas. Ele agora curte mais a comida e inclusive inventa pratos.
Nesse fim de semana tive que fazer um exercício de super mãe e deixei ele ficar responsável pelo jantar. Ele ficou super feliz com o voto de confiança e mandou ver.
A receita foi a seguinte: ele fritou cebola e alho e depois de descongelar as linguiças, abriu-as todas e misturou com a cebola e alho fritando a carne. Colocou curry e shoyo e ainda fez macarrão para acompanhar. Arrumou tudo individualmente nos pratos e nos serviu.
Ficou uma delícia e foi super divertido!
Mais uma confissão: eu nunca fui de cozinhar. Sempre tive receio, mas como achava importante ele ter essa experiência, acabei indo pra cozinha e perdendo o medo de me aventurar.
Esse é o Conrado, hoje com 12 anos, comendo o prato que ele inventou. Passou a considerar, além do skate, do rock e cinema, a cozinha como seu lugar de trabalho. Assim, quem sabe serei mãe de um skatista, roqueiro, cineasta e chef. O futuro dirá se agi certo. De outro lado, ele me disse que se nada disso der certo, ele se tornará um neurocirurgião! Haja imaginação. O mundo sempre foi pequeno pro meu ex-pequeno. A "trivial" futura cantora e Presidente da República Manu, fica prum próximo post.
Bjs
Giova
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26 de abril de 2012
Livros, devemos guardá-los?
postado por Giova
Aqui em casa nós temos muitos livros, são várias prateleiras lotadas.
Fora o fato de sermos dois advogados que gostam de ler, eu ainda herdei parte da biblioteca do meu avô jornalista.
Temos livros de várias áreas: direito, arte e literatura. São os de literatura, que já foram lidos e que continuam nas prateleiras, que me perturbam.
Uma vez, conversando com a Lu sobre isso, ela me contou que sempre tenta passar para os outros os livros que lê, ficando apenas com com aqueles que gosta de reler.
Aqui em casa não fazemos isso; ainda temos aquela cultura de que livro não se dá, nem se empresta. Coisa que fazia sentido antigamente, quando os livros eram editados e sumiam. Tínhamos que aguardar pela reedição, mesmo dos clássicos. Hoje são o mesmo livro é editado em e-book, audiobook, edição de bolso, edição de ouro, etc, etc, etc.
Uma das poucas vezes em que doamos livros aqui em casa, foi para montar uma biblioteca comunitária na Ilha do Mel. Vindo ao encontro dessa ideia, conheci a "Freguesia do Livro", por meio da Jô Bibas - blogueira aqui de Curitiba. Vale a pena visitar e participar.
Achei a ideia de doar livros para bibliotecas comunitárias e de formar bibliotecas em lugares diferentes, muito boa. Imagina que delicia ter uma biblioteca por bairro. Que as bibliotecas fossem ponto de encontro das crianças e de adultos. Sabe aquele prazer de ficar dentro de uma livraria, folheando, lendo, buscando e encontrando temas que nos interessam. Isso poderia ser acessível a todos.
Esse projeto pode ajudar muitas pessoas que não costumam ou não têm oportunidade de ter contato com livros, a encontrar esse prazer. Além de ajudar as pessoas, que como eu, não se conformam em ter livros que poderiam ser lidos, parados nas prateleiras.
Para terminar, posto algumas ideias de organização de livros.
Beijos
Giova
Aqui em casa nós temos muitos livros, são várias prateleiras lotadas.
Fora o fato de sermos dois advogados que gostam de ler, eu ainda herdei parte da biblioteca do meu avô jornalista.
Temos livros de várias áreas: direito, arte e literatura. São os de literatura, que já foram lidos e que continuam nas prateleiras, que me perturbam.
Uma vez, conversando com a Lu sobre isso, ela me contou que sempre tenta passar para os outros os livros que lê, ficando apenas com com aqueles que gosta de reler.
Aqui em casa não fazemos isso; ainda temos aquela cultura de que livro não se dá, nem se empresta. Coisa que fazia sentido antigamente, quando os livros eram editados e sumiam. Tínhamos que aguardar pela reedição, mesmo dos clássicos. Hoje são o mesmo livro é editado em e-book, audiobook, edição de bolso, edição de ouro, etc, etc, etc.
Uma das poucas vezes em que doamos livros aqui em casa, foi para montar uma biblioteca comunitária na Ilha do Mel. Vindo ao encontro dessa ideia, conheci a "Freguesia do Livro", por meio da Jô Bibas - blogueira aqui de Curitiba. Vale a pena visitar e participar.
Achei a ideia de doar livros para bibliotecas comunitárias e de formar bibliotecas em lugares diferentes, muito boa. Imagina que delicia ter uma biblioteca por bairro. Que as bibliotecas fossem ponto de encontro das crianças e de adultos. Sabe aquele prazer de ficar dentro de uma livraria, folheando, lendo, buscando e encontrando temas que nos interessam. Isso poderia ser acessível a todos.
Esse projeto pode ajudar muitas pessoas que não costumam ou não têm oportunidade de ter contato com livros, a encontrar esse prazer. Além de ajudar as pessoas, que como eu, não se conformam em ter livros que poderiam ser lidos, parados nas prateleiras.
Para terminar, posto algumas ideias de organização de livros.
Aqui tem um projeto do Marc Koehler que eu adorei
Aqui achei um passo a passo de como fazer essa mesa de carretel de cabos
Beijos
Giova
11 de abril de 2012
Agora é comigo!
postado por Giova
Fiquei essas últimas semanas longe do blog. Como já disse antes, passamos por muitas mudanças na rotina da vida aqui em casa. Acabei assim passando os primeiros meses desse ano tentando fazer das mudanças uma rotina organizada.
Só que um dia percebi que o dia a dia da casa e dos filhos estava tranquilo e EU continuava estressada.
Foi aí que me dei conta que agora o negócio é comigo!
Foi quando eu tirei uns dias pra reaprender a respirar.
Vocês já devem ter notado que sou ansiosa e segundo o diagnóstico do meu marido (que é advogado e não médico) hiperativa, acho que por isso às vezes esqueço de respirar.
Imagina então respirar devagar e profundo.
Estranhamente (ou sexto sentido mesmo) bem nesses dias algumas coisas aconteceram que acabaram mexendo ainda mais comigo e me levaram a prestar atenção ainda mais em mim mesma.
Quando eu chego nesse ponto, já que não posso viajar pra Índia ou ficar sozinha na minha casa na ilha, eu geralmente acabo correndo pro cabeleireiro, mudar o cabelo, cortar, pintar, fazer mão, pé...
Pra ser sincera eu odeio ir ao cabeleireiro, me sinto presa. Sempre quero fazer tantas outras coisas ao invés de ficar ali parada.
Ficar parada não é meu perfil e é exatamente por isso que preciso ir ao cabeleireiro no momento em que tenho que frear, refletir. Se eu não tiver que radicalizar no cabelo, vou a um cabeleireiro desconhecido, pois assim não tenho que conversar com ninguém.
Horas grudada na cadeira, pensando na vida e ainda sair mais bonita é um ótimo começo pra um início de mudanças internas.
Quando a gente cuida de tudo e todos ou passa por momentos muito tristes pode acabar se perdendo e esquecendo até quem é você.
Lembro quando as crianças eram pequenas que eu os arrumava pra sair e quando eu via estavam todos arrumadinhos e lindos e eu não tinha tempo nem de escolher a roupa. Eu só me vestia, não me arrumava.
Foi quando resolvi usar nesses momentos a frase que sempre me chamava atenção nas viagens de avião:
"Se estiver acompanhado de criança, primeiro coloque as máscaras de oxigênio em você e depois nela" .
Resumindo, coloquei minha respiração no compasso certo, me reencontrei, pensei na vida e nos caminhos que ela está me levando, arrumei a imagem que vejo no espelho e estou aqui de volta.
Aproveito pra deixar aqui umas ideias para guardar acessórios que, junto com as maquiagens, são pecinhas fundamentais para a nossa feminilidade.
Bjs
Giova

7 de março de 2012
Além dos nossos filhos
postado por Giova
Aqui no blog falamos sempre dos nossos filhos, de como educá-los, entretê-los, orientá-los e esquecemos de falar dos nossos pais.
Eu cheguei numa fase da vida para qual ninguém me preparou.
Afinal quando temos filhos, na maioria das vezes, nos preparamos para isso. Lógico que nunca a preparação é suficiente, mas desejamos e esperamos essa fase. Nem tudo é um mar de rosas mas é um mundo cheio de energia. Nós temos que estar bem dispostos, para brincar, conversar, jogar e educar.
Lembro que quando eles nasceram eu acordava de 3 em 3 horas, cada papinha era uma descoberta. Fazia parte do aprendizado se lambuzarem, pegarem a comida com a mão, cuspirem o que não gostavam, não entender o que nós falávamos, e nós, não entendíamos o que eles desejavam…
Morria de medo que eles se afogassem.
Aos poucos vão crescendo e tudo vai mudando, as descobertas são outras, assim como os perigos: sobem no telhado, caem de bicicleta, sofrem um assalto, mas tudo isso faz parte do amadurecimento deles. Parece que o relógio das mães é enlouquecido, os ponteiros sempre disparam. Pra tudo isso precisamos sempre correr de um lado pra outro.
Foi no meio desse corre-corre enlouquecido que eu descobri que o tempo realmente é relativo. Sem perceber, mudei o ritmo, pois tive que dar uma freada brusca. Comecei a viver num corre e freia, corre e freia.
Na família, o ritmo pra ouvir, falar, caminhar já não é mais o mesmo. Mesmo mãe eu ainda era filha, mas de repente, isso também muda e os papéis ficam misturados.
Entraram no meu dicionário palavras novas como ascite, plaquetopenia, afasia e mais um monte de outros termos médicos….
Não vou falar aqui de todos os detalhes dessa fase, pois alguns infelizmente ainda são difíceis deu lidar. Mas nessa nova fase da vida recebemos em casa uma nova moradora, a minha sogra.
Ela ficou viúva muito cedo, com um único filho e junto com ele sempre morou com os pais e depois que nós casamos ela passou a morar com o irmão e a cunhada na praia. Agora ela passa uns meses conosco e umas semanas na praia.
Ela também está me ensinando como o tempo é relativo, que ela jamais vai conseguir tomar banho ligeiro e descer a escada correndo pra almoçar rápido e as crianças irem pra aula. Mesmo que ela precise. Aos 80 e já tendo saído da fila pro céu umas 3 vezes (como ela mesmo diz), ela vai sim demorar para comer, para se arrumar, para se situar nas conversas cruzadas na hora da mesa. Ela não é uma criança mas ela também gosta que a gente gaste uns momentos pra conversar e dê um "boa noite" quando já está na cama, simplesmente porque pra ela esse gesto tem muito mais importância do que a gente possa imaginar.
Antigamente ela era desligada e bem teimosa. Mas agora, a gente tem que entender que ela não deixa mais de tomar o remédio por birra e que o cérebro começou a enganá-la, pois ela realmente achava que tinha tomado os remédio que eu achei no banheiro.
As crianças já aprenderam que devem ouvir mais e que as conversas com os mais velhos tem outro ritmo. Minha filha fica feliz e se sente super importante por ajudar a vó a andar ou pegar alguma coisa. Lógico que às vezes temos que chamar a atenção deles porque cruzam a conversa ou simplesmente porque também querem a mesma atenção. Pra eles também não é facil dividirem a mãe e o pai com outras pessoas; eles sentem falta de que o machucadinho deles seja tão importante quanto o inchaço da perna da avó. Mas eles estão indo muito bem, estão sendo maravilhosos diante de todo esse ritmo novo que nossa casa tomou. Eles sim, com essa experiência, estarão mais prontos pra lidar com a velhice dos pais e sogros melhor que eu.
Não achem que eu estou dando conta de tudo muito tranquilamente. Na maior parte do tempo sim, mas às vezes eu me atrapalho e parece que volto a querer ser cuidada ao invés de cuidar de tudo e todos, mas daí durmo um pouco mais, desabafo, tomo um banho e volto pro trilho.
Não achem que meu marido tem sorte de ter uma esposa que ajuda a atender a mãe dele. Vocês não têm ideia da relação dele com os meus pais; eu é que tive sorte de ter esse marido.
Bem, saindo desse clima emotivo voltando mais pro foco do blog, eu agora com essa nova rotina aqui em casa, diferente da rotina com meus filhos pois não é de correria, também fiz pra ela uma planilha semanal. Uma lista de telefone de emergência e dos medicamentos.
Assim quando ela for pra praia, vai continuar no mesmo ritmo e vai se sentir melhor.
Como ela estava um pouco deprimida e fraca, trocava o dia pela noite, tomava café quase na hora do almoço, não pegava sol, nem caminhava. Então, sem eu ter que dar uma de carrasco, ela concordou em ter horário de acordar, de tomar café no máximo até certa hora, caminhar, etc, etc. Mais simples que a rotina do meu filho que já mostrei aqui.
Eu dei pra ela essa planilha e não falo mais nada. Deixo pro médico cobrar dela as caminhadas e a alimentação.
Outro cuidado que tenho é deixar os remédios sempre separados, comprei pra ela aquelas caixinhas separadas por dia da semana, assim consigo acompanhar se ela tomou o medicamento sem ter que ficar perguntando. As caixinhas originais, eu deixo longe do alcance dela pra ela não acabar esquecendo que o medicamento do dia está no organizador e pegar da caixa
Aqui tem dois modelos dessas caixinhas de medicamentos. São fáceis de encontrar em qualquer farmácia ou loja de 1,99.
Na casa ainda não fiz as mudanças necessárias, por enquanto já tirei os tapetinhos e pedi para as crianças não deixarem brinquedos no chão, pois morro de medo que ela caia.
São muitos os cuidados que temos que ter com os idosos, finanças, médicos, saúde psicológica, entre outras coisas. Eu andei fazendo algumas pesquisas na internet mas ainda não achei um blog nacional que eu gostasse que realmente orientasse.
Queria achar alguma coisa como esse blog americano aqui.
A minha sogra é fácil de cuidar, ela sempre morou com os outros, o dia a dia dela é tranquilo, só tem o dinheiro da pensão, não tem dividas, se adapta fácil.
Isso é só um pouquinho do aprendizado que estou tendo depois dos quarenta, em outra oportunidade, se a emoção me permitir eu continuo contanto sobre as lições que a vida está me dando.
Bjs Giova
Aqui no blog falamos sempre dos nossos filhos, de como educá-los, entretê-los, orientá-los e esquecemos de falar dos nossos pais.
Eu cheguei numa fase da vida para qual ninguém me preparou.
Afinal quando temos filhos, na maioria das vezes, nos preparamos para isso. Lógico que nunca a preparação é suficiente, mas desejamos e esperamos essa fase. Nem tudo é um mar de rosas mas é um mundo cheio de energia. Nós temos que estar bem dispostos, para brincar, conversar, jogar e educar.
Lembro que quando eles nasceram eu acordava de 3 em 3 horas, cada papinha era uma descoberta. Fazia parte do aprendizado se lambuzarem, pegarem a comida com a mão, cuspirem o que não gostavam, não entender o que nós falávamos, e nós, não entendíamos o que eles desejavam…
Morria de medo que eles se afogassem.
Aos poucos vão crescendo e tudo vai mudando, as descobertas são outras, assim como os perigos: sobem no telhado, caem de bicicleta, sofrem um assalto, mas tudo isso faz parte do amadurecimento deles. Parece que o relógio das mães é enlouquecido, os ponteiros sempre disparam. Pra tudo isso precisamos sempre correr de um lado pra outro.
Foi no meio desse corre-corre enlouquecido que eu descobri que o tempo realmente é relativo. Sem perceber, mudei o ritmo, pois tive que dar uma freada brusca. Comecei a viver num corre e freia, corre e freia.
Na família, o ritmo pra ouvir, falar, caminhar já não é mais o mesmo. Mesmo mãe eu ainda era filha, mas de repente, isso também muda e os papéis ficam misturados.
Entraram no meu dicionário palavras novas como ascite, plaquetopenia, afasia e mais um monte de outros termos médicos….
Não vou falar aqui de todos os detalhes dessa fase, pois alguns infelizmente ainda são difíceis deu lidar. Mas nessa nova fase da vida recebemos em casa uma nova moradora, a minha sogra.
Ela ficou viúva muito cedo, com um único filho e junto com ele sempre morou com os pais e depois que nós casamos ela passou a morar com o irmão e a cunhada na praia. Agora ela passa uns meses conosco e umas semanas na praia.
Ela também está me ensinando como o tempo é relativo, que ela jamais vai conseguir tomar banho ligeiro e descer a escada correndo pra almoçar rápido e as crianças irem pra aula. Mesmo que ela precise. Aos 80 e já tendo saído da fila pro céu umas 3 vezes (como ela mesmo diz), ela vai sim demorar para comer, para se arrumar, para se situar nas conversas cruzadas na hora da mesa. Ela não é uma criança mas ela também gosta que a gente gaste uns momentos pra conversar e dê um "boa noite" quando já está na cama, simplesmente porque pra ela esse gesto tem muito mais importância do que a gente possa imaginar.
Antigamente ela era desligada e bem teimosa. Mas agora, a gente tem que entender que ela não deixa mais de tomar o remédio por birra e que o cérebro começou a enganá-la, pois ela realmente achava que tinha tomado os remédio que eu achei no banheiro.
As crianças já aprenderam que devem ouvir mais e que as conversas com os mais velhos tem outro ritmo. Minha filha fica feliz e se sente super importante por ajudar a vó a andar ou pegar alguma coisa. Lógico que às vezes temos que chamar a atenção deles porque cruzam a conversa ou simplesmente porque também querem a mesma atenção. Pra eles também não é facil dividirem a mãe e o pai com outras pessoas; eles sentem falta de que o machucadinho deles seja tão importante quanto o inchaço da perna da avó. Mas eles estão indo muito bem, estão sendo maravilhosos diante de todo esse ritmo novo que nossa casa tomou. Eles sim, com essa experiência, estarão mais prontos pra lidar com a velhice dos pais e sogros melhor que eu.
Não achem que eu estou dando conta de tudo muito tranquilamente. Na maior parte do tempo sim, mas às vezes eu me atrapalho e parece que volto a querer ser cuidada ao invés de cuidar de tudo e todos, mas daí durmo um pouco mais, desabafo, tomo um banho e volto pro trilho.
Não achem que meu marido tem sorte de ter uma esposa que ajuda a atender a mãe dele. Vocês não têm ideia da relação dele com os meus pais; eu é que tive sorte de ter esse marido.
Bem, saindo desse clima emotivo voltando mais pro foco do blog, eu agora com essa nova rotina aqui em casa, diferente da rotina com meus filhos pois não é de correria, também fiz pra ela uma planilha semanal. Uma lista de telefone de emergência e dos medicamentos.
Assim quando ela for pra praia, vai continuar no mesmo ritmo e vai se sentir melhor.
Como ela estava um pouco deprimida e fraca, trocava o dia pela noite, tomava café quase na hora do almoço, não pegava sol, nem caminhava. Então, sem eu ter que dar uma de carrasco, ela concordou em ter horário de acordar, de tomar café no máximo até certa hora, caminhar, etc, etc. Mais simples que a rotina do meu filho que já mostrei aqui.
Eu dei pra ela essa planilha e não falo mais nada. Deixo pro médico cobrar dela as caminhadas e a alimentação.
Outro cuidado que tenho é deixar os remédios sempre separados, comprei pra ela aquelas caixinhas separadas por dia da semana, assim consigo acompanhar se ela tomou o medicamento sem ter que ficar perguntando. As caixinhas originais, eu deixo longe do alcance dela pra ela não acabar esquecendo que o medicamento do dia está no organizador e pegar da caixa
Aqui tem dois modelos dessas caixinhas de medicamentos. São fáceis de encontrar em qualquer farmácia ou loja de 1,99.
Na casa ainda não fiz as mudanças necessárias, por enquanto já tirei os tapetinhos e pedi para as crianças não deixarem brinquedos no chão, pois morro de medo que ela caia.
São muitos os cuidados que temos que ter com os idosos, finanças, médicos, saúde psicológica, entre outras coisas. Eu andei fazendo algumas pesquisas na internet mas ainda não achei um blog nacional que eu gostasse que realmente orientasse.
Queria achar alguma coisa como esse blog americano aqui.
A minha sogra é fácil de cuidar, ela sempre morou com os outros, o dia a dia dela é tranquilo, só tem o dinheiro da pensão, não tem dividas, se adapta fácil.
Isso é só um pouquinho do aprendizado que estou tendo depois dos quarenta, em outra oportunidade, se a emoção me permitir eu continuo contanto sobre as lições que a vida está me dando.
Bjs Giova
16 de fevereiro de 2012
Cupcakes
Vamos fazer um mini quilt de cupcakes?
***
Voltei a trabalhar, as crianças voltaram para a escola e eu continuo sem dormir à noite por conta de uma tosse louca... ou seja a vida voltou ao normal, só eu que não me acostumo com a correria do meu dia. Passam os anos, sempre iguais, e eu continuo sem saber administrar todas as minhas obrigações.
Isso acontece com todo mundo ou sou eu a desorganizada?
Beijos
Lu
2 de janeiro de 2012
E lá se foi 2011
Postado por Lu
Eu sumi... é verdade, mas ainda que atrasada, quero desejar a todas as amigas do blog um excelente ano, repleto de muita saúde, paz e alegria. É isso que importa!
Meu 2011 foi um ano difícil, cheio de sobressaltos, de dificuldades, como a vida sempre é, afinal de contas, mas no geral não posso reclamar. Estamos todos com saúde e bem, isso é o que importa. O resto dá-se um jeito.
Eu espero que 2012 seja apenas um ano tranquilo, sem grandes sustos, sem grandes acontecimentos,um ano de paz, de recolhimento.
Porque preciso de um pouco mais de recolhimento, não sei dizer como o blog vai continuar este ano, mas isso é uma questão para ser resolvida apenas depois das férias! Até lá, vamos postando com calma, sem pressa.
Um Feliz 2012 para todas nós!
Beijos
Lu
***
E para animar, o tutorial de almofadas muito simples, mas lindas.
Eu sumi... é verdade, mas ainda que atrasada, quero desejar a todas as amigas do blog um excelente ano, repleto de muita saúde, paz e alegria. É isso que importa!
Meu 2011 foi um ano difícil, cheio de sobressaltos, de dificuldades, como a vida sempre é, afinal de contas, mas no geral não posso reclamar. Estamos todos com saúde e bem, isso é o que importa. O resto dá-se um jeito.
Eu espero que 2012 seja apenas um ano tranquilo, sem grandes sustos, sem grandes acontecimentos,um ano de paz, de recolhimento.
Porque preciso de um pouco mais de recolhimento, não sei dizer como o blog vai continuar este ano, mas isso é uma questão para ser resolvida apenas depois das férias! Até lá, vamos postando com calma, sem pressa.
Um Feliz 2012 para todas nós!
Beijos
Lu
***
E para animar, o tutorial de almofadas muito simples, mas lindas.
***
E uma bolsa carteiro, bem bacana!
***
Beijos!!!!!!!!!!!!!!!!!
28 de novembro de 2011
Tudo tem o momento certo de acontecer
postado por Giovanna
Amanhã farei 15 anos de casada. Nossa história não foi uma história de amor à primeira vista. Já nos conhecíamos e éramos amigos a uns 5 anos; pertencíamos a mesma turma de amigos na época de faculdade. Mas foi depois da faculdade, numa época que eu estava aproveitando a liberdade dos vinte e poucos anos, que só pensava em viajar com as amigas, em trabalhar de dia e sair toda noite, que nos (re)encontramos.
Foi numa das milésimas vezes que fui cumprimentá-lo que, igual nos desenhos animados, me senti como se o cupido tivesse me flechado. Parece uma estória cafona, mas foi como aconteceu.
Falando assim pode parecer que sou ou era dessas meninas românticas, mas quem me conhece sabe que não sou assim - e muito menos naquela época eu estava assim. Bem, se não foi o cupido, pode ter sido a Carolina Herrera, o perfume (kkk).
Só sei que mesmo tentando lutar contra o que sentia - afinal éramos amigos há muito tempo -, eu me apaixonei por aquele cara super inteligente, que me fazia rir e que tinha uma facilidade incrível de descomplicar a vida.
Um ano e meio depois nos casamos. Lembro que entrei na igreja feliz e segura, com a certeza que tinha tomado a decisão certa. Hoje eu vejo que não estava enganada: fiz a escolha certa!
Uma amiga uma vez me disse que somos exemplo de que as coisas acontecem na hora certa. Tenho certeza que se tivéssemos nos apaixonado ou namorado antes, não teria dado certo. Nós não teríamos passado por experiências e vivido momentos nas nossas vidas que nos fizessem amadurecer e chegar naquele ponto onde nos encontramos e percebemos que ali na nossa frente poderia estar a pessoa certa para viver por muitos anos ao nosso lado.
Todas nós já vivemos momentos especiais na nossas vidas e que valem a pena eternizar, através de objetos, fotos e, quem sabe, usar na decoraçao da nossa casa. Eu ainda pretendo fazer isso, mas por enquanto aqui em casa tenho as lembranças separadas em caixas. Uma caixa de cada filho e outra nossa com pequenas lembranças desde a época de namoro.
Na revista Casa Cláudia em Curitiba, de junho 2011, saiu a reportagem com fotos da casa de uma amiga, a Consuelo Cornelsen. No quarto decorou uma parede que batizou de “minha vida, meus amores” e ali colocou peças como o sapatinho do filho, fotos da família, e vários objetos que possuem sua história.
Amanhã farei 15 anos de casada. Nossa história não foi uma história de amor à primeira vista. Já nos conhecíamos e éramos amigos a uns 5 anos; pertencíamos a mesma turma de amigos na época de faculdade. Mas foi depois da faculdade, numa época que eu estava aproveitando a liberdade dos vinte e poucos anos, que só pensava em viajar com as amigas, em trabalhar de dia e sair toda noite, que nos (re)encontramos.
Foi numa das milésimas vezes que fui cumprimentá-lo que, igual nos desenhos animados, me senti como se o cupido tivesse me flechado. Parece uma estória cafona, mas foi como aconteceu.
Falando assim pode parecer que sou ou era dessas meninas românticas, mas quem me conhece sabe que não sou assim - e muito menos naquela época eu estava assim. Bem, se não foi o cupido, pode ter sido a Carolina Herrera, o perfume (kkk).
Só sei que mesmo tentando lutar contra o que sentia - afinal éramos amigos há muito tempo -, eu me apaixonei por aquele cara super inteligente, que me fazia rir e que tinha uma facilidade incrível de descomplicar a vida.
Um ano e meio depois nos casamos. Lembro que entrei na igreja feliz e segura, com a certeza que tinha tomado a decisão certa. Hoje eu vejo que não estava enganada: fiz a escolha certa!
Uma amiga uma vez me disse que somos exemplo de que as coisas acontecem na hora certa. Tenho certeza que se tivéssemos nos apaixonado ou namorado antes, não teria dado certo. Nós não teríamos passado por experiências e vivido momentos nas nossas vidas que nos fizessem amadurecer e chegar naquele ponto onde nos encontramos e percebemos que ali na nossa frente poderia estar a pessoa certa para viver por muitos anos ao nosso lado.
Todas nós já vivemos momentos especiais na nossas vidas e que valem a pena eternizar, através de objetos, fotos e, quem sabe, usar na decoraçao da nossa casa. Eu ainda pretendo fazer isso, mas por enquanto aqui em casa tenho as lembranças separadas em caixas. Uma caixa de cada filho e outra nossa com pequenas lembranças desde a época de namoro.
Na revista Casa Cláudia em Curitiba, de junho 2011, saiu a reportagem com fotos da casa de uma amiga, a Consuelo Cornelsen. No quarto decorou uma parede que batizou de “minha vida, meus amores” e ali colocou peças como o sapatinho do filho, fotos da família, e vários objetos que possuem sua história.
Beijo,
Giovanna
23 de novembro de 2011
projetos simples e rápidos para o Natal, e um mimimi
postado por Lu
Faz tempo que não reclamo por aqui né? Transferi meus momentos "mimimi" lá pro facebook e acaba faltando assunto... sem falar que dizem que eu sou muito reclamona! Mas eu adoro reclamar, porque depois de ler o que escrevo eu sempre acabo achando graça e rio de mim mesma... me faz bem.
Ontem foi um dia daqueles no trabalho, pesado e repleto de sobressaltos. Quando eu acho que as coisas se acalmam, estoura uma bomba daquelas e a cada dia eu me convenço mais que não vim ao mundo para ter uma super carreira! Apesar de ter sido educada para ter a vida profissional em primeiro lugar, aos 40 anos tenho certeza que este direcionamento foi um equívoco monumental em minha vida.
Ah, como é bacana ter uma carreira, ganhar bem, ser independente etc e tal... blá, blá, blá, uma ova cara pálida!
O que eu queria mesmo era poder ficar em casa, cuidar das minhas filhas, da minha casa, costurar e bordar sem me preocupar em resolver os problemas dos outros todos os dias... queria apenas ficar quietinha no meu canto, fechadinha aqui na roça, bem longe da loucura do mundo... ia até respirar bem baixinho para que me esquecessem.
De que adianta resolver os problemas dos outros se não consigo resolver os meus? Se vivo correndo de um lado para o outro, correndo atrás do próprio rabo sem conseguir fazer nada direito? O que eu conquistei com tanta dedicação ao trabalho? A estabilidade financeira, apenas e tão somente. Não, eu sei que não é pouco, é importante blá, blá, blá... Sei também que em nosso país precisamos de dinheiro para poder comprar educação e saúde (o que deveria nos ser fornecido pelo Estado em troca dos nossos impostos. Evidentemente, sem meu trabalho não poderia morar onde moro e tampouco minhas filhas teriam acesso à educação que têm (que nem é assim tãaaaaaaaa boa), muito menos seria possível viajar por aí. Imagine se poderíamos nos consultar em médicos particulares. JAMAIS.
Então, pesado tudo isso, sei que meu trabalho rende frutos que são essenciais para a minha família e para a felicidade geral da nação... ou seja, não há escolha possível.
Mas, TODOS os dias eu penso como seria maravilhoso ficar quieta no meu canto, cuidando apenas da vida e dos problemas de quem eu realmente amo... sem precisar enfrentar os problemas do mundo todos os dias... que inveja tenho das mulheres de antes da revolução feminista... quanta inveja...
Tô cansada demais desta vida de super mulher, bem cansada.
***
Tô cansada demais desta vida de super mulher, bem cansada.
***
Mudando de assunto
Ainda não começou a fazer os presentes? Nem eu… mas ainda dá tempo!



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reclamando por aí
21 de novembro de 2011
Método "Flylady"
postado por Giovanna
Meu objetivo é ter a casa e a minha vida andando como um
“reloginho” (minha avó falava assim); consequentemente tudo ficará mais fácil,
menos estressante. Acaba até sobrando um tempinho só pra mim.
Morei, com toda a família, por quase dois anos em Baltimore
- Estados Unidos (meu pai foi como professor convidado), e lá tive a
oportunidade de conhecer o estilo de vida das mães e donas de casa americanas.
As mulheres americanas, mesmo
as grandes profissionais que recebem ótimos salários, não têm - como muitas
ainda têm aqui no Brasil, empregados domésticos. Quando a família tem
condições, tem uma diarista de 15 em 15 dias que cobra por hora e que geralmente
leva no máximo umas 3 horas pra arrumar uma casa grande.
Mesmo estando no auge dos
meus 18 anos, aquilo já me intrigava. Como aquelas mulheres conseguiam,
trabalhar muito, criar os filhos, manter a casa impecável e ainda fazer
trabalhos manuais como patchwork? Por várias vezes fomos convidados a jantar na
casa de americanos e a mesa era sempre chamava a atenção, pois eram lindamente
decoradas.
Eles têm alguns costumes que
ajudam manter as casas sempre limpas e perfumadas. Você nunca vai chegar na
casa de uma americana na hora do almoço e encontrá-la fritando bife ou
recebendo amigos ou familiares sem estar antecipadamente marcado. Ninguém
almoça em casa e ninguém chega sem ser convidado.
A cozinha americana
geralmente é grande e aberta - isso porque lá é difícil achar uma família em
que a mulher fique sozinha na cozinha limpando e cozinhando enquanto o marido e
filhos assistem televisão. Todos ajudam!
Deixando de lado esses
costumes, que chegam até parecer impossíveis pra qualquer família da America Latina,
as americanas podem nos ensinar muito, pois acabaram se especializando em praticidade
e rotinas que ajudam a simplificar a vida. Tanto é assim que a maioria dos
programas de TV, sites, blogs e livros de organização de casa são americanos.
Foi com base nisso que Marla Cilley inventou o método Flylady (finally loving yourself). Marla, a Flylady,possui em seu website - flylady.net toda a rotina e detalhes de seu método. É necessário se inscrever. No Brasil você pode se inscrever e fazer parte do forum de discussão através do flyrobrasileira.blogspot.com
Lá você encontra o sistema "babysteps" (passos de bebê). São 31 pequenos passos,um por dia, para ser usado na rotina doméstica e que irão lhe ensinar a manter a casa em ordem. Por exemplo, o primeiro é -- “Shine Your Sink" (brilhe sua
pia). A pia limpa muda todo aspecto de uma cozinha e estimula a arrumação do
resto da casa.
Eu fiz minha inscrição no final de
semana, vamos ver como será. Na pior das hipóteses, se eu não conseguir seguir
tudo, tenho certeza que alguma coisa eu vou aprender.
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23 de fevereiro de 2011
Uma palavrinha sobre obesidade
Muitas foram as notícias e as discussões sobre obesidade e preconceito nos últimos dias, por conta de uma professora que foi preterida em um concurso em razão de seu IMC mórbido. Tudo o que li trata o problema como puro preconceito contra os obesos e que vivemos uma "epidemia" de obesidade. Não vou discutir aqui se houve ilegalidade na desclassificação da professora.
A questão é outra. Me preocupa e muito esta vitimização do obeso, este discurso de "epidemia" e a mensagem direta ou subliminar de que o obeso não é responsável por sua situação. Não me preocupo com os obesos adultos que de alguma forma se confortam com este discurso. Me preocupo com as crianças, cada dia mais gordas, cada dia comendo mais comida processada e não saudável, cada dia mais sedentárias em suas horas e horas em frente à TV, que encontram uma justificativa para continuar devorando a caixa de bis.
E antes que se faça algum tipo de confusão. Não estou tratando de quem é gordinho, tem sobrepeso, 10 quilos a mais, quero falar de quem é realmente obeso, cujo IMC aponta para a morbidade. E conheço muitas crianças que, se já não são obesas, caminham para isso com rapidez! E os pais ficam com pena de fazê-los emagrecer.Me pergunto, será pior deixar de comer um bolo de chocolate ou lutar contra a diabetes?
É responsabilidade dos pais garantir que os filhos sejam saudáveis. E isso não tem nada a ver com padrões de beleza, mas com saúde, com uma criança que consiga acompanhar seus amigos no jogo de futebol, não seja motivo de chacota e não tenha pressão alta...
Um paladar saudável é adquirido em casa, não em lições na escola.
É responsabilidade das mães educar o paladar de seus filhos, ensiná-los a comer bem e de forma saudável. É obrigação das mães cozinhar para seus filhos, evitando alimentos processados. É dever das mães controlar o consumo de doces,bolachas. Alguém pode me explicar qual a razão de oferecer uma sobremesa que não seja fruta? Aliás para que sobremesa? Existe alguma justificativa para oferecer um doce como prêmio, ou permitir que uma criança coma um pacote de bolacha em frente à televisão? Para mim não existe, nem adianta tentar começar a explicar.
Para mim isso é omissão, pura e simples preguiça de cuidar da saúde de seu filho. Será que estas mães sabem que seus filhos sofrerão de sérias doenças e terão muitos anos de vida a menos do que seria de esperar?
E nem me digam que falta tempo. Fazer um risoto leva meia hora. Um molho de tomates frescos, 10 a 15 minutos. Uma sopa? 10 minutos de preparo e 40 min de fogo... Nem mesmo o congelado precisa ser processado. Basta separar um dia da semana para cozinhar arroz, feijão, um picadinho, branquear as verduras. Deixe a cebola e o alho já cortados. Prepare muitos potes de molho de tomate fresco. Fazer sopa. Depois congelar tudo e comer de forma saudável todos os dias! Ao menos no almoço. Vamos substituir o pão branco por pão integral. Veja, não estou dizendo para FAZER pão, apenas para mudar a escolha no supermercado. São tantos gestos simples. O tempo de cortar uma maçã é o mesmo de passar chocolate em um pão branco.
Obesidade não é epidemia, não é uma condição imposta. É uma escolha. E os pais escolhem pelos filhos, sem lhes dar permissão de mudar esta condição no futuro, existem milhares de estudos que mostram que uma criança obesa certamente continuará obesa na vida adulta. É aterrador.
É obvio que existem doenças que causam obesidade, não desconheço este fato. Mas a maioria delas é plenamente tratável. Eu conheço muitos obesos e nenhum deles é doente, apenas comem de forma descontrolada e da pior forma possível. Lembro um amigo dizendo que estava fazendo uma "dieta" de 3000 calorias, porque no dia a dia ele consumia 6000!!!!!!!!!! SEIS MIL!!!!!!!!!!!
ao tratarmos a obesidade como "epidemia" ou aceitarmos a vitimização frente ao preconceito, tira-se a responsabilidade do obeso quanto à causa de sua situação, mascara o real problema de saúde que representa a obesidade e anula qualquer estímulo para mudar.
E sim, há preconceito contra obesos. Assim como há preconceito contra fumantes. Sou fumante e não reclamo quando as pessoas dizem que sentem nojo do meu cheiro... eu fumo porque gosto de fumar e aguento as consequências. E daí vou fazer drama? Eu não, sei que estou errada, então aguento! Se uma empresa pode preferir um não fumante ao contratar, por que não poderia escolher um magro a um obeso? Não é uma questão estética, é de produtividade. A obesidade exagerada paralisa, limita os movimentos. Ou agora vamos dizer que não? Sem falar que o obeso ficará mais doente e faltará mais ao trabalho. Assim como o fumante. Eu não aguento subir 3 lances de escada e preciso parar meu trabalho para fumar. Evidentemente fumar prejudica minha produtividade.
Eu tive um professor obeso na faculdade, era excelente professor, inteligentíssimo. Mas mal conseguia ficar em pé por conta de problemas de articulação, quanto menos andar. Não escrevia nada no quadro e a cola rolava solta em suas provas, afinal ele não conseguia passar entre as carteiras. Ele tinha apenas 50 anos na época.
Eu não gostaria que minhas filhas tivessem professores como ele no ensino fundamental, por mais preparados que possam ser. Eternamente sentados em suas cadeiras, mal conseguindo falar no calor, faltando aulas com frequencia em razão de suas complicações de saúde, sem ânimo e disposição para nada...
Assim como não quero um professor que fume em sala de aula ou que faça apologia ao fumo.
Então vamos parar com este discurso hipócrita de que os obesos sofrem preconceito por questões estéticas, que são vítimas de padrões de beleza inatingíveis. Você gosta de comer? Não se preocupa com a obesidade? Ela não atrapalha seu trabalho? Ótimo, você é uma pessoa feliz e bem resolvida, nem ligue para os olhares tortos, faça como eu quando acendo um cigarro.
Apenas vamos cuidar de nossos filhos e lhes dar a CHANCE de escolher se querem ser gordos ou não, porque se eles engordarem já na infância terão seu futuro marcado.
Beijos
Lu
A questão é outra. Me preocupa e muito esta vitimização do obeso, este discurso de "epidemia" e a mensagem direta ou subliminar de que o obeso não é responsável por sua situação. Não me preocupo com os obesos adultos que de alguma forma se confortam com este discurso. Me preocupo com as crianças, cada dia mais gordas, cada dia comendo mais comida processada e não saudável, cada dia mais sedentárias em suas horas e horas em frente à TV, que encontram uma justificativa para continuar devorando a caixa de bis.
E antes que se faça algum tipo de confusão. Não estou tratando de quem é gordinho, tem sobrepeso, 10 quilos a mais, quero falar de quem é realmente obeso, cujo IMC aponta para a morbidade. E conheço muitas crianças que, se já não são obesas, caminham para isso com rapidez! E os pais ficam com pena de fazê-los emagrecer.Me pergunto, será pior deixar de comer um bolo de chocolate ou lutar contra a diabetes?
É responsabilidade dos pais garantir que os filhos sejam saudáveis. E isso não tem nada a ver com padrões de beleza, mas com saúde, com uma criança que consiga acompanhar seus amigos no jogo de futebol, não seja motivo de chacota e não tenha pressão alta...
Um paladar saudável é adquirido em casa, não em lições na escola.
É responsabilidade das mães educar o paladar de seus filhos, ensiná-los a comer bem e de forma saudável. É obrigação das mães cozinhar para seus filhos, evitando alimentos processados. É dever das mães controlar o consumo de doces,bolachas. Alguém pode me explicar qual a razão de oferecer uma sobremesa que não seja fruta? Aliás para que sobremesa? Existe alguma justificativa para oferecer um doce como prêmio, ou permitir que uma criança coma um pacote de bolacha em frente à televisão? Para mim não existe, nem adianta tentar começar a explicar.
Para mim isso é omissão, pura e simples preguiça de cuidar da saúde de seu filho. Será que estas mães sabem que seus filhos sofrerão de sérias doenças e terão muitos anos de vida a menos do que seria de esperar?
E nem me digam que falta tempo. Fazer um risoto leva meia hora. Um molho de tomates frescos, 10 a 15 minutos. Uma sopa? 10 minutos de preparo e 40 min de fogo... Nem mesmo o congelado precisa ser processado. Basta separar um dia da semana para cozinhar arroz, feijão, um picadinho, branquear as verduras. Deixe a cebola e o alho já cortados. Prepare muitos potes de molho de tomate fresco. Fazer sopa. Depois congelar tudo e comer de forma saudável todos os dias! Ao menos no almoço. Vamos substituir o pão branco por pão integral. Veja, não estou dizendo para FAZER pão, apenas para mudar a escolha no supermercado. São tantos gestos simples. O tempo de cortar uma maçã é o mesmo de passar chocolate em um pão branco.
Obesidade não é epidemia, não é uma condição imposta. É uma escolha. E os pais escolhem pelos filhos, sem lhes dar permissão de mudar esta condição no futuro, existem milhares de estudos que mostram que uma criança obesa certamente continuará obesa na vida adulta. É aterrador.
É obvio que existem doenças que causam obesidade, não desconheço este fato. Mas a maioria delas é plenamente tratável. Eu conheço muitos obesos e nenhum deles é doente, apenas comem de forma descontrolada e da pior forma possível. Lembro um amigo dizendo que estava fazendo uma "dieta" de 3000 calorias, porque no dia a dia ele consumia 6000!!!!!!!!!! SEIS MIL!!!!!!!!!!!
ao tratarmos a obesidade como "epidemia" ou aceitarmos a vitimização frente ao preconceito, tira-se a responsabilidade do obeso quanto à causa de sua situação, mascara o real problema de saúde que representa a obesidade e anula qualquer estímulo para mudar.
E sim, há preconceito contra obesos. Assim como há preconceito contra fumantes. Sou fumante e não reclamo quando as pessoas dizem que sentem nojo do meu cheiro... eu fumo porque gosto de fumar e aguento as consequências. E daí vou fazer drama? Eu não, sei que estou errada, então aguento! Se uma empresa pode preferir um não fumante ao contratar, por que não poderia escolher um magro a um obeso? Não é uma questão estética, é de produtividade. A obesidade exagerada paralisa, limita os movimentos. Ou agora vamos dizer que não? Sem falar que o obeso ficará mais doente e faltará mais ao trabalho. Assim como o fumante. Eu não aguento subir 3 lances de escada e preciso parar meu trabalho para fumar. Evidentemente fumar prejudica minha produtividade.
Eu tive um professor obeso na faculdade, era excelente professor, inteligentíssimo. Mas mal conseguia ficar em pé por conta de problemas de articulação, quanto menos andar. Não escrevia nada no quadro e a cola rolava solta em suas provas, afinal ele não conseguia passar entre as carteiras. Ele tinha apenas 50 anos na época.
Eu não gostaria que minhas filhas tivessem professores como ele no ensino fundamental, por mais preparados que possam ser. Eternamente sentados em suas cadeiras, mal conseguindo falar no calor, faltando aulas com frequencia em razão de suas complicações de saúde, sem ânimo e disposição para nada...
Assim como não quero um professor que fume em sala de aula ou que faça apologia ao fumo.
Então vamos parar com este discurso hipócrita de que os obesos sofrem preconceito por questões estéticas, que são vítimas de padrões de beleza inatingíveis. Você gosta de comer? Não se preocupa com a obesidade? Ela não atrapalha seu trabalho? Ótimo, você é uma pessoa feliz e bem resolvida, nem ligue para os olhares tortos, faça como eu quando acendo um cigarro.
Apenas vamos cuidar de nossos filhos e lhes dar a CHANCE de escolher se querem ser gordos ou não, porque se eles engordarem já na infância terão seu futuro marcado.
Beijos
Lu
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7 de janeiro de 2011
...
As vezes tudo parece de pernas para o ar. De repente uma amiga de infância posta fotos ótimas de nossa pré-adolescência e tudo de ridículo que apenas os anos 80 podem proporcionar. Bem, qualquer pessoa que foi adolescente nos anos 80 está muito mais bonita hoje, aos 40...
Muitas risadas, muitas lembranças. E o dia fica mais gostoso.
A mesma amiga liga de longe, muito longe e lembramos de nossos vestidos de 15 anos.
O dia fica ainda melhor.
Quando tudo parece não ter sentido, uma foto, um telefonema te fazem lembrar do quanto é bom viver. E que amigas de carne e osso se fazem e se reencontram pela internet. Não é D. Gabi?
e a vida segue, com seus encantos e desencantos, mas a felicidade é feita destes pequenos momentos, tenho certeza. Felicidade não é um estado perene, mas pequenos instantes ao longo do dia e as vezes até pula alguns dias...
Muitas risadas, muitas lembranças. E o dia fica mais gostoso.
A mesma amiga liga de longe, muito longe e lembramos de nossos vestidos de 15 anos.
O dia fica ainda melhor.
Quando tudo parece não ter sentido, uma foto, um telefonema te fazem lembrar do quanto é bom viver. E que amigas de carne e osso se fazem e se reencontram pela internet. Não é D. Gabi?
e a vida segue, com seus encantos e desencantos, mas a felicidade é feita destes pequenos momentos, tenho certeza. Felicidade não é um estado perene, mas pequenos instantes ao longo do dia e as vezes até pula alguns dias...
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31 de dezembro de 2010
Feliz Ano Novo!!!!!!!!!!
FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!!!!!!!!!
Que 2011 seja repleto de alegrias, saúde e paz!!!!
2010 não foi um ano ruim, foi esquisito, de um cansaço inacreditável. Não sei nem explicar direito. Mas eu passei a maior parte do tempo cansada, irritada, sem disposição para nada! Chato, muito chato. Espero que 2011 traga minha energia de volta! 2010 foi um ano em que apenas corri, sem saber direito para onde. Foi o ano em que tivemos grandes esperanças e grandes decepções, mas nada terrível, tudo dentro do ponderável, das probabilidades. A vida é assim, perdas e ganhos. Talvez 2010 tenha sido o ano das desilusões profissionais. Foi também um ano de grandes crises existenciais, enormes questionamentos, mas acho que isso é normal acontecer quando chegamos aos 40, natural fazer um balanço e ficar questionando suas escolhas, os caminhos que tomou... Hoje estou mais calma. Fiz meu balanço e vi que o saldo é positivo, então tá tudo certo! Percebi que se fizesse diferente o resultado não seria melhor.
Talvez estas crises tenham feito de 2010 um ano esquisito, muito esquisito.
E lá se foi a primeira década do século 21... uma década em que fiz muito, de certo e errado, mas fiz muito.
Descasei, reencontrei o amor da minha vida, casei, tive uma filha, a outra ficou adolescente, construí uma casa, voltei para minha cidade, viajei bastante... são tantas coisas, nem sei ao certo! No geral foi uma década excelente, salvo que foi a década em que fiquei muito doente, por longos períodos, mas nesses 10 anos aprendi a conviver com meus problemas e já nem ligo muito para eles, por isso o saldo é excelente!
Eu tive milhares de crises existenciais e a cada dia estou mais Urtigão, mas posso dizer que hoje tenho poucos e bons amigos, depois de uma bela limpa.
Olho para trás e vejo que caminhei muito, cresci muito, realizei muito e fico feliz com o resultado geral. E acho que isso é que importa, entre mortos e feridos, todos estamos bem.
Me arrependo apenas de uma decisão nesta década: ter mandado a Tóia estudar em Curitiba, ela era muito nova para isso. Mas, já foi,já fiz e sofro todos os dias... adianta? nadica de nada... mas me arrependo!
A Tóia chegou na adolescência com estrondo, pompa e circunstância, com todas as crises possíveis e imagináveis. Muito choro, muito mau humor... isso me pegou de surpresa (como se não fosse esperado) e me desestabilizou, não estou sabendo lidar muito bem com esta bomba prestes a explodir que se transformou minha filha tão meiguinha... mas passa, como uma varicela, passa... ao menos não é contagioso. E concluindo que passa já estou um pouco mais resignada e calma.
A Bea teve seus primeiros problemas escolares (aliás, o problema não foi dela, foi da escola) e fiquei bastante estressada com isso...
Meu casamento passou por enormes crises (vindas das minhas crises existenciais dos 40) e sobreviveu... como sempre. Eu tenho só uma certeza na vida: vou morrer casada com o Leo. Não por mérito meu, mas porque ele realmente é especial e tem o dom de lidar com minha cabeça confusa e angustiada... no fim tudo acaba bem, sempre.
Nesta década comecei o blog e descobri um novo mundo, me aproximei de pessoas maravilhosas que jamais teria conhecido de outra forma... isso foi muito bom...
Então é isso, mais uma década se foi... e o que esperar da próxima? Como quero estar em 2021? Fico pensando muito e só tenho uma certeza: quero estar em paz, cada dia mais tranquila. Quero chegar em 2021 com calma e serenidade. Acho que serei uma cinquentona bem resolvida, assim espero. Quero estar onde estou, na minha casa, cercada pelos filhos. Não quero nada além do que eu já tenho, de verdade, não preciso de mais. Quando era pequena nunca imaginei ter tanto, então para que mais? E são meus sonhos de menina que me guiam até hoje... Acho que só quero construir a piscina (mas isso é para as crianças, que eu odeio água). Para mim, só quero viajar mais e estar mais com as meninas. Quero que elas tenham sucesso na vida, quero que elas conheçam o mundo, quero levá-las para a Europa, conhecer o velho mundo através dos meus olhos. Em resumo é isso, quero que na próxima década eu possa apresentar o mundo para minhas filhas...
A próxima década é delas e quero fazer tudo que puder para que elas sejam felizes e realizadas. Para mim, paz, tranquilidade e aconchego já tá bom...
Tô é ficando velha, mas isso não me incomoda, ao contrário me deixa feliz. Afinal, a única alternativa possível ao envelhecimento é a morte... e sou imensamente grata por estar viva.
***
Eu sumi né, hehehe... tirando umas micro férias aqui em Curitiba mesmo. Quinta fui no centrão comprar aviamentos (acho tão lindo aviamentos...) e voltei cheia de sacolas com botões, linhas, agulhas, feltros, colas etc, etc,etc... para mim este é o passeio mais divertido que existe!!!!!!!!!!!!
Ontem fiquei costurando até o meio da tarde e depois fui no cinema com as meninas, a Cynthia e a Luisa. Foi super divertido... Estou costurando uma blusa para Bea. Não me pergunte como que eu não sei dizer! Mas tá saindo, hoje termino e posto aqui.
Beijos
Lu
Que 2011 seja repleto de alegrias, saúde e paz!!!!
2010 não foi um ano ruim, foi esquisito, de um cansaço inacreditável. Não sei nem explicar direito. Mas eu passei a maior parte do tempo cansada, irritada, sem disposição para nada! Chato, muito chato. Espero que 2011 traga minha energia de volta! 2010 foi um ano em que apenas corri, sem saber direito para onde. Foi o ano em que tivemos grandes esperanças e grandes decepções, mas nada terrível, tudo dentro do ponderável, das probabilidades. A vida é assim, perdas e ganhos. Talvez 2010 tenha sido o ano das desilusões profissionais. Foi também um ano de grandes crises existenciais, enormes questionamentos, mas acho que isso é normal acontecer quando chegamos aos 40, natural fazer um balanço e ficar questionando suas escolhas, os caminhos que tomou... Hoje estou mais calma. Fiz meu balanço e vi que o saldo é positivo, então tá tudo certo! Percebi que se fizesse diferente o resultado não seria melhor.
Talvez estas crises tenham feito de 2010 um ano esquisito, muito esquisito.
E lá se foi a primeira década do século 21... uma década em que fiz muito, de certo e errado, mas fiz muito.
Descasei, reencontrei o amor da minha vida, casei, tive uma filha, a outra ficou adolescente, construí uma casa, voltei para minha cidade, viajei bastante... são tantas coisas, nem sei ao certo! No geral foi uma década excelente, salvo que foi a década em que fiquei muito doente, por longos períodos, mas nesses 10 anos aprendi a conviver com meus problemas e já nem ligo muito para eles, por isso o saldo é excelente!
Eu tive milhares de crises existenciais e a cada dia estou mais Urtigão, mas posso dizer que hoje tenho poucos e bons amigos, depois de uma bela limpa.
Olho para trás e vejo que caminhei muito, cresci muito, realizei muito e fico feliz com o resultado geral. E acho que isso é que importa, entre mortos e feridos, todos estamos bem.
Me arrependo apenas de uma decisão nesta década: ter mandado a Tóia estudar em Curitiba, ela era muito nova para isso. Mas, já foi,já fiz e sofro todos os dias... adianta? nadica de nada... mas me arrependo!
A Tóia chegou na adolescência com estrondo, pompa e circunstância, com todas as crises possíveis e imagináveis. Muito choro, muito mau humor... isso me pegou de surpresa (como se não fosse esperado) e me desestabilizou, não estou sabendo lidar muito bem com esta bomba prestes a explodir que se transformou minha filha tão meiguinha... mas passa, como uma varicela, passa... ao menos não é contagioso. E concluindo que passa já estou um pouco mais resignada e calma.
A Bea teve seus primeiros problemas escolares (aliás, o problema não foi dela, foi da escola) e fiquei bastante estressada com isso...
Meu casamento passou por enormes crises (vindas das minhas crises existenciais dos 40) e sobreviveu... como sempre. Eu tenho só uma certeza na vida: vou morrer casada com o Leo. Não por mérito meu, mas porque ele realmente é especial e tem o dom de lidar com minha cabeça confusa e angustiada... no fim tudo acaba bem, sempre.
Nesta década comecei o blog e descobri um novo mundo, me aproximei de pessoas maravilhosas que jamais teria conhecido de outra forma... isso foi muito bom...
Então é isso, mais uma década se foi... e o que esperar da próxima? Como quero estar em 2021? Fico pensando muito e só tenho uma certeza: quero estar em paz, cada dia mais tranquila. Quero chegar em 2021 com calma e serenidade. Acho que serei uma cinquentona bem resolvida, assim espero. Quero estar onde estou, na minha casa, cercada pelos filhos. Não quero nada além do que eu já tenho, de verdade, não preciso de mais. Quando era pequena nunca imaginei ter tanto, então para que mais? E são meus sonhos de menina que me guiam até hoje... Acho que só quero construir a piscina (mas isso é para as crianças, que eu odeio água). Para mim, só quero viajar mais e estar mais com as meninas. Quero que elas tenham sucesso na vida, quero que elas conheçam o mundo, quero levá-las para a Europa, conhecer o velho mundo através dos meus olhos. Em resumo é isso, quero que na próxima década eu possa apresentar o mundo para minhas filhas...
A próxima década é delas e quero fazer tudo que puder para que elas sejam felizes e realizadas. Para mim, paz, tranquilidade e aconchego já tá bom...
Tô é ficando velha, mas isso não me incomoda, ao contrário me deixa feliz. Afinal, a única alternativa possível ao envelhecimento é a morte... e sou imensamente grata por estar viva.
***
Eu sumi né, hehehe... tirando umas micro férias aqui em Curitiba mesmo. Quinta fui no centrão comprar aviamentos (acho tão lindo aviamentos...) e voltei cheia de sacolas com botões, linhas, agulhas, feltros, colas etc, etc,etc... para mim este é o passeio mais divertido que existe!!!!!!!!!!!!
Ontem fiquei costurando até o meio da tarde e depois fui no cinema com as meninas, a Cynthia e a Luisa. Foi super divertido... Estou costurando uma blusa para Bea. Não me pergunte como que eu não sei dizer! Mas tá saindo, hoje termino e posto aqui.
Beijos
Lu
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7 de dezembro de 2010
Um pouco de maquiagem
Passeando pelos blogs amigos eu tenho reparado em algumas meninas que sei lindas, mas que aparecem nas fotos sem nenhum cuidado, com olheiras enooormes, manchas, nem sequer um batonzinho...
Eu não tenho nada contra as naturalistas, mas vou dizer, um corretivo, blush, rímel e batom fazem uma diferença indescritível nas pessoas!!!!! Passar um creminho, fazer uma make básica e salvadora demora muito pouco tempo e vale a pena, muito a pena...
Por isso resolvi escrever este post, vamos nos cuidar mais?
Eu adoro maquiagem e os milagres que ela faz, mas não gosto de ficar com cara de atriz de novela mexicana. Gosto de maquiagem natural que apenas corrige os defeitos, sem mascarar.
Minha pele é um horror, extremamente oleosa, com sardas e manchas, além de poros que parecem crateras. Brinco que sou coxinha de galinha brilhando ao sol. Minha maquiagem, além de embelezar, precisa tratar e controlar esses problemões!! então uso produtos específicos para minha pele oleosa, que segurem o brilho e não entupam os poros (produzindo acne).
E fazer isso demanda apenas 10 minutos todas as manhãs. Primeiro passo um hidratante leve com efeito lift e fator de proteção (adoro tudo que tem efeito lift), espero secar e aplico um primer (também com proteção solar) que tem a função de preparar a pele, esconder poros, atenuar rugas etc e tal. Existem vários para escolher, uso os da smashbox, uma marca que infelizmente ainda não vende no Brasil e encomendo de todo mundo que viaja por aí. Mas adoro o Magix, primer da AVON, para mim funciona bem e tem um preço camarada.
Depois uso uma base líquida da L'Oreal, suuuuuper leve, passo com um pincel esfumando muito bem, apenas para que ela iguale a cor da minha pele, sem encobrir minhas sardas (o que me deixaria com cara de novela mexicana). Passo um corretivo e um iluminador nas olheiras (as minhas são tenebrosas) e nas pálpebras, um traço finíssimo de lápis nos cílios superiores e muuuito rímel (como sou míope e uso óculos preciso sempre abrir o olhar).
Uma pitadinha de blush rosado, iluminador para dar um ar de saúde e batom cor de boca.
Pronto, estou completamente maquiada sem parecer maquiada. Simplesmente corrigi meus maiores problemas e não tento camuflar minhas manchas, só dou uma enganada igualando a cor da pele.
Garanto, faz milagres e fico uns 5 anos mais nova. Sem falar que minha pele só vai começar a brilhar lá pelo meio da tarde, daí existem uns produtinhos maravilhosos que acabam com este problema imediatamente, como o Blot da Mac, que é um pó sem cor ou textura, apenas tira o brilho. Uma pincelada e tá tudo certo.
Sou completamente vidrada em maquiagem. Leio tudo sobre o assunto e experimento tudo o que posso. Mas o que gosto não são as cores, o brilho. Gosto da correção, dos produtos altamente tecnológicos que fazem mágica. Uso alguns que fazem coisas inacreditáveis!!! Como desaparecer poros dilatados e deixar a pele como seda em segundos. Gosto de primers de todos os tipos, tem para os cílios, boca, pálbebras. Tenho um verde que esconde o tom avermelhado do inverno. E os iluminadores? Mágicos, nos deixam a cara da riqueza. Mas isso tudo são firulas dispensáveis. Invista no básico que tá perfeito!
Não sabe se maquiar? Tem muuuitos blogs que ensinam tudo por aí, com vídeos e tudo. Vale a pena.
Depois, OBVIAMENTE, é preciso tirar tudo, limpar e passar um creminho anti rugas...
Ah, dica de oftalmo: uso shampoo Johnson's para tirar a maquiagem dos olhos, sai até o último traço do rímel, é muuuuito melhor que qualquer demaquilante.
Que tal experimentar gastar uns minutinhos com você mesma? Ficar bonita faz bem para a alma.
E por favor, fotinhas com cara de doente nunca mais!
Beijos
Lu
Eu não tenho nada contra as naturalistas, mas vou dizer, um corretivo, blush, rímel e batom fazem uma diferença indescritível nas pessoas!!!!! Passar um creminho, fazer uma make básica e salvadora demora muito pouco tempo e vale a pena, muito a pena...
Por isso resolvi escrever este post, vamos nos cuidar mais?
Eu adoro maquiagem e os milagres que ela faz, mas não gosto de ficar com cara de atriz de novela mexicana. Gosto de maquiagem natural que apenas corrige os defeitos, sem mascarar.
Minha pele é um horror, extremamente oleosa, com sardas e manchas, além de poros que parecem crateras. Brinco que sou coxinha de galinha brilhando ao sol. Minha maquiagem, além de embelezar, precisa tratar e controlar esses problemões!! então uso produtos específicos para minha pele oleosa, que segurem o brilho e não entupam os poros (produzindo acne).
E fazer isso demanda apenas 10 minutos todas as manhãs. Primeiro passo um hidratante leve com efeito lift e fator de proteção (adoro tudo que tem efeito lift), espero secar e aplico um primer (também com proteção solar) que tem a função de preparar a pele, esconder poros, atenuar rugas etc e tal. Existem vários para escolher, uso os da smashbox, uma marca que infelizmente ainda não vende no Brasil e encomendo de todo mundo que viaja por aí. Mas adoro o Magix, primer da AVON, para mim funciona bem e tem um preço camarada.
Depois uso uma base líquida da L'Oreal, suuuuuper leve, passo com um pincel esfumando muito bem, apenas para que ela iguale a cor da minha pele, sem encobrir minhas sardas (o que me deixaria com cara de novela mexicana). Passo um corretivo e um iluminador nas olheiras (as minhas são tenebrosas) e nas pálpebras, um traço finíssimo de lápis nos cílios superiores e muuuito rímel (como sou míope e uso óculos preciso sempre abrir o olhar).
Uma pitadinha de blush rosado, iluminador para dar um ar de saúde e batom cor de boca.
Pronto, estou completamente maquiada sem parecer maquiada. Simplesmente corrigi meus maiores problemas e não tento camuflar minhas manchas, só dou uma enganada igualando a cor da pele.
Garanto, faz milagres e fico uns 5 anos mais nova. Sem falar que minha pele só vai começar a brilhar lá pelo meio da tarde, daí existem uns produtinhos maravilhosos que acabam com este problema imediatamente, como o Blot da Mac, que é um pó sem cor ou textura, apenas tira o brilho. Uma pincelada e tá tudo certo.
Sou completamente vidrada em maquiagem. Leio tudo sobre o assunto e experimento tudo o que posso. Mas o que gosto não são as cores, o brilho. Gosto da correção, dos produtos altamente tecnológicos que fazem mágica. Uso alguns que fazem coisas inacreditáveis!!! Como desaparecer poros dilatados e deixar a pele como seda em segundos. Gosto de primers de todos os tipos, tem para os cílios, boca, pálbebras. Tenho um verde que esconde o tom avermelhado do inverno. E os iluminadores? Mágicos, nos deixam a cara da riqueza. Mas isso tudo são firulas dispensáveis. Invista no básico que tá perfeito!
Não sabe se maquiar? Tem muuuitos blogs que ensinam tudo por aí, com vídeos e tudo. Vale a pena.
Depois, OBVIAMENTE, é preciso tirar tudo, limpar e passar um creminho anti rugas...
Ah, dica de oftalmo: uso shampoo Johnson's para tirar a maquiagem dos olhos, sai até o último traço do rímel, é muuuuito melhor que qualquer demaquilante.
Que tal experimentar gastar uns minutinhos com você mesma? Ficar bonita faz bem para a alma.
E por favor, fotinhas com cara de doente nunca mais!
Beijos
Lu
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24 de junho de 2010
Dia Sem Globo
Hoje não tive tempo de postar e peço desculpas...
Mas vim aqui correndinho para lembrar as amigas que, em apoio ao Dunga e em repúdio à Rede Globo de Televisão e o péssimo serviço prestado à nossa seleção, amanhã é O Dia Sem Globo, uma campanha que (para variar) cresceu no Twitter e alcançou o mundo "real". Várias amigas me lembraram e pediram para eu postar e realmente é importate que amanhã o jogo seja visto pela Band, ESPN ou nos vários telões espalhados pelas cidades (eu vou assitir no telão aqui em Curitiba).
É nossa chance de dar um recado à toda poderosa Globo, e, por favor, depois contem como foi a experiência!
No mais, vamos torcer muito, muito mesmo! Força Brasil!!!!!!!!!
Hoje não tem tutorial porque não consigo carregar nadinha aqui!
Beijos
Lu
Mas vim aqui correndinho para lembrar as amigas que, em apoio ao Dunga e em repúdio à Rede Globo de Televisão e o péssimo serviço prestado à nossa seleção, amanhã é O Dia Sem Globo, uma campanha que (para variar) cresceu no Twitter e alcançou o mundo "real". Várias amigas me lembraram e pediram para eu postar e realmente é importate que amanhã o jogo seja visto pela Band, ESPN ou nos vários telões espalhados pelas cidades (eu vou assitir no telão aqui em Curitiba).
É nossa chance de dar um recado à toda poderosa Globo, e, por favor, depois contem como foi a experiência!
No mais, vamos torcer muito, muito mesmo! Força Brasil!!!!!!!!!
Hoje não tem tutorial porque não consigo carregar nadinha aqui!
Beijos
Lu
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22 de junho de 2010
Agulheiros e Um Dia de Fúria versão Dunga
Adoro agulheiros, como fazer AQUI
***
Adorei os comentários de ontem, mesmo que discordou foi super gentil e a vida é essa mesmo.
Este link é da dublagem do filme Um Dia de Fúria versão Dunga, é hilário. Se você não gosta de palavrões ou tem crianças na sala, nem abra. Se não for este o caso, se divirta.
Dunga em Um Dia de Fúria
Beijos
Lu
19 de junho de 2010
Lanternas de Papel
Tão simples e tão bonitas.
Àqueles que o desdenham por seu ateísmo, é preciso revelar que ser ateu também é uma crença e merece respeito. Àqueles que o acusam pelo comunismo que professava, é preciso considerar a coragem de jamais abandonar suas convicções, sendo fiel apenas à sua consciência até a morte.
Além de tudo, era um blogueiro entusiasta.
Temos muito a aprender.
A minha tristeza pela morte de José Saramago é profunda. Eu sou uma pessoa que acredita que a literatura cura as dores da alma (com mais eficiência que a psicanálise) e Saramago era mestre em nos abrir os olhos para o que realmente importa na vida. Sua visão crítica do mundo em que vivemos, sua crença no poder da vontade, a manutenção de suas convicções, sua coragem em dizê-las ainda que não compreendidas, tudo somado ao seu infinito talento literário me ensinou muito na vida. Sua obra não é apenas bela (mesmo porque seus livros são muitas vezes de difícil leitura com seus longos parágrafos sem pontuação formal), mas antes uma janela crítica da humanidade. O homem, sua essência, sua fragilidade, sua vontade, sua esperança, esta é a matéria prima de seus escritos, como fica claro em seu Evangelho.
E não são apenas seus livros que nos ensinam, mais importante é sua vida.Neto de criadores de porcos analfabetos e filho de faxineira, tinha apenas o ensino fundamental e formou-se mecânico, profissão que exerceu no começo da vida. A receber o Nobel de Literatura em 1998 disse a frase que, para mim, sintetiza toda sua obra e sua vida: “O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever”, referindo-se ao seu avô Jerônimo.
Àqueles que o desdenham por seu ateísmo, é preciso revelar que ser ateu também é uma crença e merece respeito. Àqueles que o acusam pelo comunismo que professava, é preciso considerar a coragem de jamais abandonar suas convicções, sendo fiel apenas à sua consciência até a morte.
Além de tudo, era um blogueiro entusiasta.
Temos muito a aprender.
18 de junho de 2010
José Saramago
Hoje o mundo perde muito de sua inteligência e poder de indignação. A morte de José Saramago é irreparável.
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25 de maio de 2010
Alfineteiros e a H1N1
Fiquei babando!!!!
O tutorial está em vídeo, eu particularmente não gosto, porque não dá para usar o tradutor e demooooraaa, mas os alfineteiros são tãaaaaooooo lindos que vale a pela. AQUI
E tem a segunda aula, AQUI
***
Ando tão sem assunto... ou melhor assunto até eu tenho, mas estou resfriada. A Bea teve reação da segunda dose da H1N1, tá bem caidinha, muita dor de cabeça e o nariz super entupido. Mas a pior reação foi a da Tóia, ela tomou a vacina no começo de maio e ficou péssima, tossindo muito, dor de garganta e febre. Eu tive muita dor de cabeça.
Mas tudo isso não é nada perto dos sintomas da H1N1, para quem não lembra minha irmã pegou o vírus, teve pneumonia e quase morreu (de verdade). No ano passado eu e as crianças ficamos um mês trancados aqui na chácara, por isso estou muito feliz que todos aqui em casa estão imunizados.
Quem ainda não se vacionou e está nos grupos atendidos pelo governo: vá ao posto mais próximo de sua casa e tome a vacina urgentemente. Não é mais a data de seu grupo? Converse e tente ser vacinado, como as metas do governo ainda não foram atendidas é bem provável que não te neguem a vacina. Se você não está nos grupos procure a rede privada, a vacina não é barata mas vale a pena.
E vamos lembrar que a vacinação não elimina os cuidados obrigatórios: lavar as mãos, passar alcool em gel, manter a casa ventilada, não tossir ou espirrar próximo às pessoas... na verdade são cuidados básico que deveríamos ter mesmo sem o perigo da gripe.
Eu acho um absurdo as crianças em idade escolar terem ficado de fora da campanha (que atinge apenas crianças até 4 anos e 11 meses). Aqui em Curitiba algumas escolas particulares (segundo li nos jornais) compraram a vacina em lotes para imunizar os alunos, converse na sua escola e tente ver esta possibilidade pois se comprarem um grande lote certamente sairá mais barato.
Nem todo o Brasil tem a mesma preocupação que nós de Curitiba, por conta do nosso clima (tenebroso) no ano passado fomos a cidade com o maior número de casos no Brasil e havia verdadeiro pânico, escolas sem aula, falta de leitos em hospitais, diagnósticos errados (como aconteceu com minha irmã), pessoas morrendo. Tanto que o Ministério Público já impetrou duas ações pretendendo que toda a população do Paraná (o mais atingido) fosse imunizada, até agora sem sucesso porque o Ministério da Saúde diz que não há vacinas para todos. Já os laboratórios dizem que possuem 20 milhões de doses para entrega imediata...
Este é o nosso país que nos cobra tantos impostos e não nos garante os direitos constitucionais mais básicos: saúde, segurança e educação. Mas este é assunto para outro post.
Beijos
Lu
O tutorial está em vídeo, eu particularmente não gosto, porque não dá para usar o tradutor e demooooraaa, mas os alfineteiros são tãaaaaooooo lindos que vale a pela. AQUI
E tem a segunda aula, AQUI
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Ando tão sem assunto... ou melhor assunto até eu tenho, mas estou resfriada. A Bea teve reação da segunda dose da H1N1, tá bem caidinha, muita dor de cabeça e o nariz super entupido. Mas a pior reação foi a da Tóia, ela tomou a vacina no começo de maio e ficou péssima, tossindo muito, dor de garganta e febre. Eu tive muita dor de cabeça.
Mas tudo isso não é nada perto dos sintomas da H1N1, para quem não lembra minha irmã pegou o vírus, teve pneumonia e quase morreu (de verdade). No ano passado eu e as crianças ficamos um mês trancados aqui na chácara, por isso estou muito feliz que todos aqui em casa estão imunizados.
Quem ainda não se vacionou e está nos grupos atendidos pelo governo: vá ao posto mais próximo de sua casa e tome a vacina urgentemente. Não é mais a data de seu grupo? Converse e tente ser vacinado, como as metas do governo ainda não foram atendidas é bem provável que não te neguem a vacina. Se você não está nos grupos procure a rede privada, a vacina não é barata mas vale a pena.
E vamos lembrar que a vacinação não elimina os cuidados obrigatórios: lavar as mãos, passar alcool em gel, manter a casa ventilada, não tossir ou espirrar próximo às pessoas... na verdade são cuidados básico que deveríamos ter mesmo sem o perigo da gripe.
Eu acho um absurdo as crianças em idade escolar terem ficado de fora da campanha (que atinge apenas crianças até 4 anos e 11 meses). Aqui em Curitiba algumas escolas particulares (segundo li nos jornais) compraram a vacina em lotes para imunizar os alunos, converse na sua escola e tente ver esta possibilidade pois se comprarem um grande lote certamente sairá mais barato.
Nem todo o Brasil tem a mesma preocupação que nós de Curitiba, por conta do nosso clima (tenebroso) no ano passado fomos a cidade com o maior número de casos no Brasil e havia verdadeiro pânico, escolas sem aula, falta de leitos em hospitais, diagnósticos errados (como aconteceu com minha irmã), pessoas morrendo. Tanto que o Ministério Público já impetrou duas ações pretendendo que toda a população do Paraná (o mais atingido) fosse imunizada, até agora sem sucesso porque o Ministério da Saúde diz que não há vacinas para todos. Já os laboratórios dizem que possuem 20 milhões de doses para entrega imediata...
Este é o nosso país que nos cobra tantos impostos e não nos garante os direitos constitucionais mais básicos: saúde, segurança e educação. Mas este é assunto para outro post.
Beijos
Lu
18 de maio de 2010
Sapatilha Florida e a Igreja
ADOREI esta idéia! Tudo bem que tem que arranjar uma sapatilha de tecido... mas dá para adaptar!
Tutorial AQUI
***
Eu tento, com todas as minhas forças, me reconciliar com minha religião. Durante anos eu neguei até mesmo a minha fé. Hoje me reconciliei com minhas crenças e estou muito tranquila quanto a isso, o problema é frequentar uma Igreja ou aceitar os sacramentos ministrados pelos senhores padres. Este paradoxo já dura anos, muitos anos.
E quando leio que um padre foi preso, bêbado, nu, após tentar assediar um adolescente e, ainda por cima, se ofereceu para fazer sexo oral no policial (como aconteceu domingo aqui no Paraná), eu desisto e acho que tenho toda a razão. E olha que nem estou falando de todas as milhares de acusações de pedofilia que existem pelo mundo.
Eu sou católica, venho de uma família católica, minha avó Rosa era polonesa católica ferrenha, como só os poloneses sabem ser. Minha avó Analdina era filha de Maria, como apenas as portuguesas e espanholas sabem ser. Estudei a vida toda em colégio de freiras tradicionalíssimo, o Sagrado Coração.
Acredito piamente na Santíssima Trindade, na Paixão de Cristo e na Virgem Maria, aliás o que mais gosto na minha religião é a figura materna e acalentadora de Maria. Enquanto Deus nos pune pelos nossos pecados, ela nos conforta e nos recebe com amor de mãe.
Ou seja, creio nos grandes dogmas da Igreja Católica (e são tantos) e não existe a mínima possibilidade de conversão a outras religiões, em razão de minha crença fiel à Virgem Maria. No mais, é no catolicismo que me sinto confortável e completa, já tentei outros caminhos mas não adianta, nada me convence a mudar. Tudo é uma questão de fé e isso não se discute.
Acontece que não dá para entrar em uma Igreja, olhar o padre e imaginar o que ele faz nas horas vagas. Ah, não dá!!! A Bea sequer foi batizada... mas como aceitar os sacramentos pensando nas bandalheiras que estes senhores fazem... prefiro continuar acreditando em minha casa e rezando antes de dormir.
É uma pena, porque tenho fé, mas a Igreja me causa ânsia. E não é de hoje.
***
Beijos
Lu
Tutorial AQUI
***
Eu tento, com todas as minhas forças, me reconciliar com minha religião. Durante anos eu neguei até mesmo a minha fé. Hoje me reconciliei com minhas crenças e estou muito tranquila quanto a isso, o problema é frequentar uma Igreja ou aceitar os sacramentos ministrados pelos senhores padres. Este paradoxo já dura anos, muitos anos.
E quando leio que um padre foi preso, bêbado, nu, após tentar assediar um adolescente e, ainda por cima, se ofereceu para fazer sexo oral no policial (como aconteceu domingo aqui no Paraná), eu desisto e acho que tenho toda a razão. E olha que nem estou falando de todas as milhares de acusações de pedofilia que existem pelo mundo.
Eu sou católica, venho de uma família católica, minha avó Rosa era polonesa católica ferrenha, como só os poloneses sabem ser. Minha avó Analdina era filha de Maria, como apenas as portuguesas e espanholas sabem ser. Estudei a vida toda em colégio de freiras tradicionalíssimo, o Sagrado Coração.
Acredito piamente na Santíssima Trindade, na Paixão de Cristo e na Virgem Maria, aliás o que mais gosto na minha religião é a figura materna e acalentadora de Maria. Enquanto Deus nos pune pelos nossos pecados, ela nos conforta e nos recebe com amor de mãe.
Ou seja, creio nos grandes dogmas da Igreja Católica (e são tantos) e não existe a mínima possibilidade de conversão a outras religiões, em razão de minha crença fiel à Virgem Maria. No mais, é no catolicismo que me sinto confortável e completa, já tentei outros caminhos mas não adianta, nada me convence a mudar. Tudo é uma questão de fé e isso não se discute.
Acontece que não dá para entrar em uma Igreja, olhar o padre e imaginar o que ele faz nas horas vagas. Ah, não dá!!! A Bea sequer foi batizada... mas como aceitar os sacramentos pensando nas bandalheiras que estes senhores fazem... prefiro continuar acreditando em minha casa e rezando antes de dormir.
É uma pena, porque tenho fé, mas a Igreja me causa ânsia. E não é de hoje.
***
Beijos
Lu
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reclamando por aí,
tutorial
5 de maio de 2010
Diga Não à Violência Infantil: Denuncie!
Ontem eu estava escrevendo um post fofo sobre o que estou fazendo para o aniversário da Bea, quando vi na TV as imagens da menina T., de apenas 2 anos e 10 meses, agredida por uma Procuradora de Justiça aposentada, Vera Lucia Gomes. Um bebê apenas, com os olhos completamente inchados e cobertos de hematomas (você pode ver aqui). Não consegui mais pensar em coisas fofas e tão pouco dormir.
Quem me acompanha aqui sabe que não há nada que me revolte mais do que violência praticada contra crianças. Nada pode ser tão monstruoso e abjeto. Por conta do meu trabalho, já vi muitas coisas ruins na vida, que me dão a certeza que nós humanos somos essencialmente maus, alguns controlam seus instintos por força do verniz civilizatório, outros não.
Mas não quero discutir as razões que levam uma mulher de 66 anos a adotar uma criança para espancá-la diariamente. Estas especulações não me interessam. Simplesmente porque conhecer a motivação destes crimes em nada ajuda a salvar suas vítimas.
Este caso tem outras implicações que merecem ser pensadas e compreendidas. E a principal destas questões é a importância da denúncia destes crimes.
Temos uma cultura de não interferir quando presenciamos ou sabemos de casos de violência contra a criança e isso não ocorre apenas no Brasil, mas em todos os cantos do mundo e todas as classes sociais.
Mas é preciso entender que esta postura omissiva leva à morte tantas e Isabellas e Pedrinhos cujos nomes sequer saem nos jornais, apenas contam nas estatísticas. Talvez se algum vizinho tivesse relatado ao Conselho Tutelar que Pedrinho (o garoto que foi torturado até a morte no interior de SP) sofria frequentes agressões, ele estaria vivo hoje.
No caso de T., ainda que me revolte a violência que sofreu, é preciso reconhecer que ela foi salva pelos empregados que denunciaram o caso ao Conselho Tutelar. A menina passou apenas um mês sob a guarda de Vera Lucia Gomes e já sofreu agressões tão sérias como as que vocês podem ver na foto. Talvez um dia a mais determinasse sua morte.
Os empregados demoraram demais? Sim e não. Já imaginaram o temor que uma Procuradora de Justiça causa à um empregado doméstico? É o poder econômico e social diante de pessoas simples e, muitas vezes, sem escolaridade. Mas alguém teve coragem. Alguém viu o sofrimento daquela criança que era deixada seriamente ferida junto aos cachorros de sua "mãe" adotiva. O relato das testemunhas é chocante, causa nojo e podem ser lidos aqui.
Estas pessoas salvaram a vida da menina T, que foi abandonada pela mãe biológica aos 6 meses de idade e apenas deixou o abrigo para ir para a casa de Vera Lúcia Gomes, para um mês voltar em estado de choque, com sérios ferimentos que obrigaram sua internação hospitalar por 3 dias.
Por isso é importante que a violência contra crianças seja denunciada! Ao menor sinal de violência (gritos, quedas, hematomas, choro intermitente, que são tranquilamente ouvidos pelas paredes de apartamentos e condomínios) procurem o Conselho Tutelar de sua cidade, façam uma denúncia. Os Conselheiros irão fazer uma visita e averiguar o caso, constatada a violência a criança será imediatamente encaminhada ao abrigo e os fatos denunciados à polícia.
O telefone do Conselho Tutelar de Curitiba é: 3222-5543.
Não tenha medo de se envolver em "questões familiares", provavelmente você estará salvando a vida de uma criança indefesa.
Para saber mais sobre violência contra crianças visitem o observatorio da infancia e saibam que a maioria dos casos de maus tratos acontecem em crianças com menos de cinco anos, quando a defesa ou mesmo a verbalização do sofrimento é quase impossível.
Por fim, saibam que os abrigos de crianças em situação de risco não são a sucursal do inferno que acreditamos ser, normalmente são casas como qualquer outra, com mães sociais, onde se busca reproduzir o ambiente familiar, chamados Casa Lar. Se não é a prefeição, ao menos é a melhor alternativa à violência.
Pensem nisso e tomem para si a responsabilidade de evitar a violência contra a criança.
Pelo que vi nas últimas horas é provável que o caso dê em nada e esta senhora saia livre, lépida e faceira... mas isso pouco importa na verdade, ao menos a pequena T. está segura de volta ao seu abrigo, de onde nunca deveria ter saído.
Atualizando: nas últimas horas houve uma reviravolta no caso e a prisão preventiva da acusada foi decretada, tanto melhor.
Beijos
Lu
Quem me acompanha aqui sabe que não há nada que me revolte mais do que violência praticada contra crianças. Nada pode ser tão monstruoso e abjeto. Por conta do meu trabalho, já vi muitas coisas ruins na vida, que me dão a certeza que nós humanos somos essencialmente maus, alguns controlam seus instintos por força do verniz civilizatório, outros não.
Mas não quero discutir as razões que levam uma mulher de 66 anos a adotar uma criança para espancá-la diariamente. Estas especulações não me interessam. Simplesmente porque conhecer a motivação destes crimes em nada ajuda a salvar suas vítimas.
Este caso tem outras implicações que merecem ser pensadas e compreendidas. E a principal destas questões é a importância da denúncia destes crimes.
Temos uma cultura de não interferir quando presenciamos ou sabemos de casos de violência contra a criança e isso não ocorre apenas no Brasil, mas em todos os cantos do mundo e todas as classes sociais.
Mas é preciso entender que esta postura omissiva leva à morte tantas e Isabellas e Pedrinhos cujos nomes sequer saem nos jornais, apenas contam nas estatísticas. Talvez se algum vizinho tivesse relatado ao Conselho Tutelar que Pedrinho (o garoto que foi torturado até a morte no interior de SP) sofria frequentes agressões, ele estaria vivo hoje.
No caso de T., ainda que me revolte a violência que sofreu, é preciso reconhecer que ela foi salva pelos empregados que denunciaram o caso ao Conselho Tutelar. A menina passou apenas um mês sob a guarda de Vera Lucia Gomes e já sofreu agressões tão sérias como as que vocês podem ver na foto. Talvez um dia a mais determinasse sua morte.
Os empregados demoraram demais? Sim e não. Já imaginaram o temor que uma Procuradora de Justiça causa à um empregado doméstico? É o poder econômico e social diante de pessoas simples e, muitas vezes, sem escolaridade. Mas alguém teve coragem. Alguém viu o sofrimento daquela criança que era deixada seriamente ferida junto aos cachorros de sua "mãe" adotiva. O relato das testemunhas é chocante, causa nojo e podem ser lidos aqui.
Estas pessoas salvaram a vida da menina T, que foi abandonada pela mãe biológica aos 6 meses de idade e apenas deixou o abrigo para ir para a casa de Vera Lúcia Gomes, para um mês voltar em estado de choque, com sérios ferimentos que obrigaram sua internação hospitalar por 3 dias.
Por isso é importante que a violência contra crianças seja denunciada! Ao menor sinal de violência (gritos, quedas, hematomas, choro intermitente, que são tranquilamente ouvidos pelas paredes de apartamentos e condomínios) procurem o Conselho Tutelar de sua cidade, façam uma denúncia. Os Conselheiros irão fazer uma visita e averiguar o caso, constatada a violência a criança será imediatamente encaminhada ao abrigo e os fatos denunciados à polícia.
O telefone do Conselho Tutelar de Curitiba é: 3222-5543.
Não tenha medo de se envolver em "questões familiares", provavelmente você estará salvando a vida de uma criança indefesa.
Para saber mais sobre violência contra crianças visitem o observatorio da infancia e saibam que a maioria dos casos de maus tratos acontecem em crianças com menos de cinco anos, quando a defesa ou mesmo a verbalização do sofrimento é quase impossível.
Por fim, saibam que os abrigos de crianças em situação de risco não são a sucursal do inferno que acreditamos ser, normalmente são casas como qualquer outra, com mães sociais, onde se busca reproduzir o ambiente familiar, chamados Casa Lar. Se não é a prefeição, ao menos é a melhor alternativa à violência.
Pensem nisso e tomem para si a responsabilidade de evitar a violência contra a criança.
Atualizando: nas últimas horas houve uma reviravolta no caso e a prisão preventiva da acusada foi decretada, tanto melhor.
Beijos
Lu
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reclamando por aí
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